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Ampliação de colônias judaicas complica retomada de negociações de paz

Novos assentamentos israelenses na Cisjordânia, em foto do dia 11 de agosto de 2013.
Novos assentamentos israelenses na Cisjordânia, em foto do dia 11 de agosto de 2013. REUTERS/Amir Cohen
Texto por: Adriana Brandão
3 min

A retomada das negociações de paz no Oriente Médio e a venda da Blackberry são os principais destaques dos jornais franceses desta terça-feira, 13 de agosto de 2013. Todos os diários criticam a decisão do governo israelense de autorizar novas construções em colônias judaicas na região de Jerusalém que pode prejudicar a retomada do dialogo de paz com os palestinos. Quanto a venda da pioneira marca de celulares Blackberry, os jornais tratam a noticia com uma certa nostalgia.

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A colonização judaica complica a retomada do diálogo, mas os diários informam que apesar dos protestos dos palestinos, a nova rodada de negociações, prevista para amanhã em Jerusalém está mantida. O Le Figaro diz que a Autoridade Palestina vai participar do encontro por que não quer ser apontada como responsável pelo fracasso das discussões antes mesmo de seu inicio. Mas os palestinos têm sérias dúvidas sobre as reais intenções israelenses após esse anúncio de construção de mil e 200 novas casas em colônias judaicas na região de Jerusalém.

Para o L'Humanité, essa atitude israelense parece uma tentativa de sabotagem do processo. O jornal comunista esclarece que as novas construções seriam uma medida visando diminuir as criticas dos israelenses radicais, contrários a libertação de 26 prisioneiros palestinos que acontece hoje.

O La Croix lembra que a libertação dos prisioneiros palestinos estava prevista no pré-acordo para a retomada das negociações de paz, fechado no final de julho em Washington. Ao todo, 104 prisioneiros devem ser libertados. Sem isso, o acordo pode ser considerado rompido pelos palestinos. Nesse clima, os negociadores israelenses e palestinos se reúnem amanhã em Jerusalém para continuar o diálogo visando a criação de um Estado Palestino.

Blackberry

O Les Echos publica em sua manchete de primeira pagina que a “Blackberry bate em retirada diante da supremacia da Apple e da Samsung”. O jornal econômico analisa que a marca canadense, pioneira no mercado dos celulares, só representa atualmente 3% das vendas do setor. A direção reconhece o fracasso estratégico para tentar relançar a marca e busca um plano de emergência que incluiria até a venda da Blackberry. Para o Le Figaro, a venda da marca já é certa e vários pretendentes, como o chinês Lenovo, estão interessados no negócio.
 

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