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Egito/Conflito

Polícia e manifestantes islamitas se enfrentam durante evacuação de mesquita no Cairo

Policiais egípcios durante a evacuação da mesquita de Al-Fath, no Cairo, neste sábado, dia 17 de agosto.
Policiais egípcios durante a evacuação da mesquita de Al-Fath, no Cairo, neste sábado, dia 17 de agosto. REUTERS/Muhammad Hamed
Texto por: RFI
3 min

Novos confrontos e violências foram registrados neste sábado, dia 17 de agosto, no Cairo. A polícia evacuou à força, nesta tarde, a mesquita de Al-Fath, onde milhares de manifestantes islamitas estavam sitiados desde sexta-feira à noite. As forças de ordem haviam prometido que os retirariam sem violência, mas segundo a imprensa no local, houve troca de tiros entre policiais e partidários do presidente deposto Mohamed Mursi.

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Do lado de fora da mesquita, centenas de militantes rivais e contra Mursi se confrontaram com os manifestantes islamitas. Estes, por sua vez, já haviam declarado não duvidar que um novo banho de sangue acontecesse. Uma sitiada relatou a um repórter da AFP, por telefone, que o grupo queria garantias de que não seria preso ou atacado na saída do local.

Desde a manhã deste sábado, a polícia sitiava milhares de manifestantes na mesquita de Al-Fath, aumentando o medo de uma nova tragédia, após a morte de quase 600 pessoas na última quarta-feira. As imagens da televisão egípcia mostravam policiais tentando negociar com os islamitas.

De acordo com a agência de informações egípcia Mena, a polícia teria sido atingida por tiros vindos do interior da mesquita no começo da tarde. Já os islamitas dizem ter se refugiado no local para se proteger dos ataques das forças de ordem. As forças de ordem anunciaram ter esvaziado a mesquita no final deste sábado.

Irmandade Muçulmana

A polícia anunciou ter detido ontem 1.004 integrantes e simpatizantes do partido Irmandade Muçulmana. Ammar Badie, o filho do importante líder islamita Mohamed Badie, foi morto durante os protestos desta sexta-feira no Cairo.

A oposição ao governo interino organiza novas manifestações em todo o país neste sábado, dia 17 de agosto, e faz um apelo para que os egípcios não deixem de lutar até que Mohamed Mursi, seja restituído à presidência. Já o governo anunciou, em coletiva de imprensa, nesta tarde, que analisa a possibilidade de dissolver a Irmandade Muçulmana.

As violências de ontem, em protestos chamados de “Dia de Ira” pelos manifestantes, resultaram na morte de 173 pessoas, anunciou o governo interino neste sábado. Testemunhas afiram que a capital se transformou em campo de batalha até a entrada em vigor do toque de recolher. A medida foi estabelecida a partir de quarta-feira, após o decreto de estado de emergência no país durante um mês.

A imprensa egípcia faz novas críticas hoje contra o partido islamita. A televisão os acusa de tentar realizar “um holocausto”. A televisão estatal mostra permanentemente uma mensagem, em inglês, dizendo “O Egito combate o terrorismo”.

 

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