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Estados Unidos/Egito

EUA estavam prestes a fechar acordo entre militares e islamitas no Egito, diz jornal

Da esquerda para a direita: o secretário-adjunto de Estado americano, William Burns, o ex-vice-presidente interino e prêmio Nobel da Paz, Mohamed El Baradei, e o emissário da União Europeia no Egito, Bernardino Leon, em reunião no Cairo, no dia 3 de agosto
Da esquerda para a direita: o secretário-adjunto de Estado americano, William Burns, o ex-vice-presidente interino e prêmio Nobel da Paz, Mohamed El Baradei, e o emissário da União Europeia no Egito, Bernardino Leon, em reunião no Cairo, no dia 3 de agosto REUTERS/Egyptian Presidency
Texto por: RFI
3 min

O jornal americano Washington Post deste sábado, dia 17 de agosto, informou que os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio estavam perto de fechar um acordo entre o governo egípcio interino e os partidários do presidente deposto Mohamed Mursi. O compromisso teria evitado o massacre da última quarta-feira que resultou em quase 600 mortos no Egito, segundo o quotidiano.

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O jornal americano informa que o acordo entre militares e islamitas estabelecia que os egípcios acampados em duas praças do Cairo há mais de um mês voltassem para suas casas. Em seguida, diálogos de paz seriam organizados entre o governo interino e o partido islamita Irmandade Muçulmana. As informações foram obtidas com o emissário da União Europeia no Egito, Bernardino Leon.

De acordo com Leon, o vice-presidente interino e prêmio Nobel da Paz, Mohamed El Baradei, responsável pelas negociações entre os dois grupos, não teria conseguido convencer o chefe do Exército egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi. Este teria sido também um dos motivos para a renúncia de El Baradei.

A decisão do governo de reprimir as manifestações na quarta-feira resultou em um dos maiores massacres da história do Egito, deixando quase 600 mortos e milhares de feridos. Além destes, outras 173 pessoas morreram em confrontos em todo o país desde esta sexta-feira, dia 16 de agosto.

O pacto proposto pelos Estados Unidos e seus aliados foi feito após semanas de discussões e visitas de diplomatas ao Cairo, como o próprio Leon, o secretário-adjunto de Estado americano, William Burns, além dos ministros das Relações Exteriores do Catar e os Emirados Árabes Unidos. “Era um compromisso global simples que nós quatro apoiávamos”, disse o emissário.

Esses dois países do Golfo Pérsico, junto com a Arábia Saudita e o Kuwait, enviam mais dinheiro ao Egito do que os Estados Unidos, declara o Washington Post. Já o Catar é um dos principais apoios financeiros da Irmandade Muçulmana.

 

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