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Hollande admite que governo exagerou no aumento de impostos

O presidente francês, François Hollande em entrevista à rede de TV francesa TF1, neste domingo, 15 de setembro de 2013.
O presidente francês, François Hollande em entrevista à rede de TV francesa TF1, neste domingo, 15 de setembro de 2013. REUTERS/Francois Mori/Pool
Texto por: Elcio Ramalho
3 min

A repercussão da entrevista concedida ontem à noite pelo presidente François Hollande à um canal de televisão domina as manchetes da imprensa francesa desta segunda-feira. Os jornais destacam a confissão do socialista de que o aumento de impostos foi grande demais e se tornou "exagerado".

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O Libération criticou o tom extremamente didático do presidente francês, entrevistado ontem à noite, no horário nobre da televisão. Segundo o jornal, o chefe de estado passou o tempo todo tentando explicar sua política em diversos assuntos: desde à Síria até às questões de fiscalização e alta dos combustíveis.

Hollande não deu nenhum furo mas também não empolgou, na opinião do Libération. A maior crítica é em relação à questão fiscal. Hollande pareceu muito firme e determinado principalmente ao defender a intervenção militar na Síria, mas quando falou de impostos e da volta ao crescimento econômico, o presidente acabou se enrolando em explicações técnicas muito complicadas e seu método pedagógico acabou perdendo força.

Em sua manchete, Le Figaro destacou o apoio de Hollande ao acordo entre Estados Unidos e Rússia sobre a destruição de armas químicas na Síria, considerada pelo presidente francês como uma etapa importante. Em relação à economia, o jornal conservador destacou uma frase de Hollande que soou como uma confissão: o aumento de impostos na França foi grande e acabou sendo exagerado.

Por isso, o Le Figaro destacou a promessa do socialista de não promover nenhum novo aumento para os franceses em 2014, nem mesmo o preço do óleo diesel.

Para o Aujourd'hui en France, a política fiscal de Hollande extrapolou. Ontem na entrevista televisiva o presidente se limitou à promessa de limitar a alta de impostos para o ano que vem, mas nada de anúncio sobre o poder aquisitivo dos franceses, constatou o jornal.

Impostos locais

Há seis meses das eleições municipais na França, o diário econômico Les Echos fez um balanço da cobrança de impostos das prefeituras de 41 grandes cidades do país e constatou que este ano a fatura não será muito elevada para os contribuintes.

No entanto, o jornal afirma que nos últimos anos os prefeitos cobraram mais impostos do que no passado e de uma maneira geral, houve aumento anual de 3% na cobrança no período entre 2007 e 2013. A reportagem revela que Paris é uma das cidades onde o IPTU é o menor entre as grandes cidades franceses, o equivalente a 1 e 400 reais por ano.

O comunista L'Humanité traz em sua manchete um balanço da tradicional festa anual que o jornal promove durante um final de semana inteiro. Foram mais de 470 mil pessoas presentes no evento marcado pelo descontentamento com o governo socialista de François Hollande e pelo desejo de dar uma nova direção à esquerda francesa, resumiu o L'Humanité.

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