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Paquistão/Malala Yusafzai

Cotada para Nobel da Paz, paquistanesa de 16 anos visa carreira política

A paquistanesa Malala Yousafzai indicada para o prêmio nobel da paz.
A paquistanesa Malala Yousafzai indicada para o prêmio nobel da paz. REUTERS/Luke MacGregor
Texto por: RFI
3 min

Cotada para ganhar o Prêmio Nobel da Paz na próxima sexta-feira, a jovem paquistanesa Malala Yusafzai declarou nesta segunda-feira à rede britânica BBC que pretende seguir carreira política para "mudar o futuro" de seu país. Depois de escapar de um atentado de talibãs, a adolescente de 16 anos se tornou um ícone da luta pela educação para mulheres paquistanesas.

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"Quero entrar para a política e tornar a educação obrigatória em meu país", disse. "Espero que chegue o dia em que os paquistaneses serão livres, terão paz e cada moça e rapaz irá à escola". Malala, que foi ovacionada no último dia 12 de julho após discursar na Organização das Nações Unidas (ONU), lançará um livro contando sua história nesta terça-feira (8).

Essa autobiografia deve condensar alguns dos textos publicados em seu blog no site da BBC. As histórias, que misturam relatos pessoais e denúncias contra os talibãs da região, celebrizaram a estudante mas causaram a ira dos radicais islâmicos. Em 9 de outubro de 2012, ela tomou um tiro na cabeça quando estava dentro do ônibus escolar.

Transferida às pressas para o Reino Unido, ela foi operada com sucesso em Birminghan, onde ela vive e estuda desde março deste ano. Sobre a mudança, ela contou à rede britânica que "foi difícil se adaptar a uma nova cultura e sociedade". Principalmente para sua mãe, que nunca havia visto tamanha liberdade para as mulheres: "ela pode ir a qualquer mercado, sozinha, sem o pai ou irmão para acompanhá-la", observou.

Em suas intervenções públicas, Malala pede que os governos ocidentais procurem dialogar com os talibãs: "O diálogo é o melhor meio de resolver os problemas e evitar a guerra. E a melhor maneira de lutar contra o terrorismo e o extremismo é muito simples, do meu ponto de vista: educar as próximas gerações". No próximo dia 18 de outubro, Malala Yusafzai deve ser recebida pela rainha Elizabeth no Palácio de Buckingham.

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