Grécia/Ciganos

Continua mistério sobre “anjo loiro” que vivia com ciganos na Grécia

Fotografia da menina, batizada de "anjo loiro", foi divulgada com a ajuda da Interpol.
Fotografia da menina, batizada de "anjo loiro", foi divulgada com a ajuda da Interpol. REUTERS/Greek Police

A identidade da menina de cerca de quatro anos, encontrada na cidade de Farsala, no centro da Grécia, ainda é um mistério. Testes de DNA já provaram que ela não é filha do casal de ciganos que reivindicava a paternidade. Batizada pela imprensa local de “anjo loiro”, a criança teve sua fotografia divulgada pela Interpol para tentar encontrar sua verdadeira família. A polícia investiga o envolvimento de uma rede de tráfico de crianças.

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Os principais jornais gregos desse sábado, 19 de outubro, deram ampla cobertura ao caso da menina encontrada pela polícia em um acampamento cigano na última quarta-feira no centro do país. A imprensa local divulgou vários detalhes sobre a história do “anjo loiro”, como vem sendo batizada a criança pela mídia grega.

A descoberta foi feita durante uma batida em um acampamento cigano na cidade de Farsala. Os policiais desconfiaram ao ver uma menina loira, muito diferente dos demais membros da comunidade, brincando entre as crianças. Diante das respostas contraditórias do casal que se apresentava com sendo seus pais, as autoridades gregas resolveram fazer um teste de DNA e comprovam que não havia nenhum grau de parentesco entre os três.

Uma investigação foi aberta para saber como a menina foi parar na família. A imprensa local cogita a hipótese de um caso de tráfico de crianças. A polícia divulgou fotos da garota e conta com a ajuda da Interpol para tentar identificá-la.

Para Vassilis Halatsis, diretor da polícia regional, a menina “pode ter sido sequestrada em um hospital ou abandonada”. As autoridades acreditam que o casal cigano deve estar com a criança praticamente desde seu nascimento, pois uma certidão de nascimento chegou a ser registrada. No entanto, o mesmo casal registrou outras 14 crianças em três cidades diferentes, o que reforçou as suspeitas. De acordo com os policiais que estão seguindo o caso, três desses nascimentos teriam sido registrados em um período de apenas quatro meses. A garota está em um orfanato esperando para ser identificada.

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