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Imprensa

Acordo nuclear iraniano ainda é frágil, diz imprensa

Foto dos participantes da reunião do grupo P5 +1, em Genebra sobre programa nuclear iraniano.
Foto dos participantes da reunião do grupo P5 +1, em Genebra sobre programa nuclear iraniano. REUTERS/Denis Balibouse
Texto por: Cíntia Cardoso
3 min

A imprensa francesa nesta manhã se divide entre dois destaques: o acordo internacional sobre o nuclear iraniano e a tão aguardada -e temida- reforma fiscal na França. Sobre a questão iraniana, os jornais franceses mostram um otimismo comedido.

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Em editorial, o Libération argumenta que o acordo alcançado neste final de semana é "histórico", mas ainda é frágil. Mas, apesar dessa fragilidade, o jornal diz que não se deve subestimar a importância desse compromisso internacional. O futuro do Oriente Médio não vai mudar por causa desse acordo temporário, mas é a primeira vez que se estabelece um diálogo direto e objetivo entre o regime iraniano e as potências ocidentais.

Para o jornal La Croix, esse foi um pequeno passo diplomático, mas a negociação de um acordo global deve ser complexa nos próximos seis meses. Especialistas ouvidos pelo diário católico afirmam que o risco é que esse acordo provisório acabe sendo renovado diante dos obstáculos nas negociações.

O jornal Le Parisien destaca na capa que esse acordo preocupa muito Israel. O premiê Benjamin Netanyahu chegou a afirmar que esse é um erro "histórico". Para o governo israelense, os iranianos foram os únicos vencedores nessa negociação de alto risco.

Reforma fiscal

Hoje, o premiê Jean-Marc Ayrault se encontra com sindicalistas para tratar da reforma tributária. O diário econômico Les Echos diz que começa hoje o primeiro round desse programa de reforma tributária do governo socialista. O jornal afirma que tudo está em negociação, exceto a alta da TVA, um imposto equivalente do ICMS brasileiro. O governo francês não abre mão desse ponto.

A reunião de hoje coloca na mesma mesa os sindicatos dos empresários e dos empregados. Do lado empresarial, a expectativa é que o governo não eleve a carga tributária para as indústrias.

Já o jornal Le Figaro trata do assunto sob a ótica da população. Na manchete dessa manhã, o jornal afirma que 50% dos franceses temem que a reforma acabe por elevar os impostos. Boa parte da opinião pública também desconfia da capacidade de Ayrault de levar essa reforma até o fim. A imagem do premiê e de muitos membros do governo socialista está desgastada.

 

 

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