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Desemprego volta a aumentar na França no terceiro trimestre

Imagem de uma agência de emprego em Paris do dia 23 de outubro de 2013. O desemprego voltou a aumentar na França neste terceiro trimestre de 2013.
Imagem de uma agência de emprego em Paris do dia 23 de outubro de 2013. O desemprego voltou a aumentar na França neste terceiro trimestre de 2013. Reuters/Christian Hartmann

O desemprego na França voltou a aumentar no terceiro trimestre do ano, atingindo 10,5% da população ativa, mas em ritmo mais lento que nos meses precedentes, com uma variação de apenas 0,1%. A França tem atualmente mais de 3 milhões de desempregados. A falta de trabalho segue alta entre os jovens, 24,5%.

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De acordo com o Insee, Instituto de Estudos Econômicos francês, a alta registrada é de 0,6 ponto em um ano.

Os dados mostram que, no terceiro trimestre, a taxa de desemprego entre os jovens de 15 a 24 anos continua estável, e registra 24,5%. Entre os adultos de 25 a 49 anos, a taxa também se manteve em 9,5%, mas houve um aumento de 0,5 ponto em um ano.

Entre a população economicamente ativa de mais de 50 anos, a taxa ficou em 8%. O desemprego aumentou 0,5 ponto no terceiro trimestre e 1,1 ponto em um ano.

Segundo o método utilizado pelo BIT, o Escritório Internacional do Trabalho, o número de desempregados chegou a 3.011.000 no terceiro semestre.

Em comparação, o número de pessoas sem trabalho, em busca ativa por uma colocação, atingia 3.295.700 franceses em zona metropolitana.

Depois da baixa de 0,6% do desemprego em outubro, o governo ficou otimista, mas os economistas pediram prudência -uma previsão que acabou se confirmando.

A taxa de desemprego do quarto trimestre será divulgado no dia 6 de março.

Uma pesquisa do instituto Viavoice divulgada hoje mostra que 82% dos empresários franceses não acreditam em uma retomada significativa da economia em 2014. Pior: 44% dos entrevistados acham que o ano que vem será ainda mais duro que 2013.

A alta dos impostos decretada pelo governo socialista, 30 bilhões de euros em um ano e meio, para diminuir o déficit público, teve o efeito perverso de ampliar a economia informal e o trabalho não declarado. Enquanto 13% dos franceses afirmavam no ano passado trabalhar sem registro, hoje eles são 33%, principalmente no setor de serviços.
 

 

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