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Papa Francisco/Religião

Primeira mensagem de paz de Francisco pede diminuição das desigualdades no mundo

O Vaticano divulgou a primeira mensagem de paz do Papa Francisco, que será lida nas igrejas do mundo no dia 1° de janeiro de 2014.
O Vaticano divulgou a primeira mensagem de paz do Papa Francisco, que será lida nas igrejas do mundo no dia 1° de janeiro de 2014. REUTERS/Tony Gentile
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 Em sua primeira mensagem de paz, divulgada nesta quinta-feira, o Papa Francisco pede que haja mais fraternidade entre os homens e pede mais solidariedade da parte dos dirigentes para se enfrentar a crise econômica mundial, voltando a denunciar a desigualdade social. A mensagem será lida nas igrejas católicas em 1° de janeiro de 2014, o Dia Mundial da Paz. 

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"Fraternidade, fundamento e caminho da paz". Este é o título da mensagem que pede aos chefes de Estado a aplicação de políticas eficientes baseadas no princípio da fraternidade a fim de que todos possam ter acesso aos capitais, serviços, educação, saúde e tecnologias.

"As crises econômicas sucessivas nos obrigam a repensar os modelos de desenvolvimento econômico e a transformar nossos modos de vida", diz o texto, que aponta que os Estados têm três deveres para com seu povo: o dever de solidariedade, que exige que as nações ricas ajudem os que precisam; o dever de justiça social, e o dever da caridade universal, que implica na promoção de um mundo mais humano para todos.

Combate à pobreza

Constatando que hoje podemos observar o recuo da chamada "pobreza absoluta", o Sumo Pontífice lamenta o "aumento preocupante da pobreza relativa, que provoca graves desigualdades entre pessoas e grupos que convivem na mesma região ou em um determinado contexto histórico-cultural".

Francisco argumenta que o mundo está caracterizado pela globalização da indiferença. Para ele, as graves crises financeiras e econômicas contemporâneas e a busca de segurança no consumo e no lucro ultrapassam toda a lógica de uma economia saudável.

Em sua mensagem, Francisco também lança um forte apelo contra os que utilizam armas para semear violência e morte, aconselhando a não-proliferação e o desarmamento de todos, a começar pela destruição das armas químicas e nucleares.

 

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