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Crise econômica

Jornais franceses destacam riscos financeiros e alta de impostos em 2014

Capa da edição desta quarta-feira, dia 1° de janeiro, do jornal francês Le Monde.
Capa da edição desta quarta-feira, dia 1° de janeiro, do jornal francês Le Monde. Le Monde.fr
Texto por: RFI
4 min

A edição do jornal francês Le Monde desta quarta-feira, dia 1° de janeiro, traz em sua capa o temor da renovação da crise econômica na Europa. "2014, um ano de altos riscos financeiros", diz a manchete do diário. O quotidiano Aujourd'hui en France vai na mesma linha e enumera tudo o que a França enfrenta no espectro econômico este ano: aumento de impostos, além da alta dos preços previstas na energia elétrica e gás e transportes e da célebre taxa sobre bens e serviços, chamada de TVA.

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"Cinco anos após a grande crise financeira, os riscos que pesam sobre a economia mundial continuam elevados. Os países ocidentais se recuperam, mas tudo dependerá da liderança do Banco Central americano", publica o Le Monde na capa de sua edição de hoje. "Aos olhos dos europeus, o fortalecimento da política monetária dos Estados Unidos é um dos mistérios de 2014", escreve.

O jornal pondera que a recuperação das economias europeias se confirmam, mas o problema, segundo o diário centrista, é que as mudanças não se reproduzem em todo o bloco no mesmo ritmo. Muitos países continuam se endividando e a saúde de alguns bancos, - especialmente na Itália -, sublinha, preocupa os investidores.

Apesar do aumento do consumo e de investimentos, a zona euro não está imune de uma nova crise econômica, acredita Le Monde. O jornal entrevistou o economista-chefe do banco de financiamento, gestão e serviços financeiros Patrick Artus, que diz observar uma espécie de "corrida" entre a melhora da economia e o aumento das taxas de endividamento públicos que chegam a 134% na Itália.

O Aujourd'hui en France vai mais longe e faz uma lista de tudo o que muda na economia francesa neste ano. O quotidiano destaca o leve aumento do imposto sobre bens e serviços, chamado de TVA, e explica que a alta serve para "preencher os cofres do Estado", mas também para "investir e empregar".

Em editorial, o jornalista Stéphane Albouy lembra que o imposto passa hoje de 19,6% à 20% - uma medida extremamente criticada pela esquerda durante o governo do ex-presidente Nicolas Sarkozy. "Um ano e meio mais tarde, a mesma esquerda validou o aumento instituído pelo ex-chefe de Estado em seu último ano de mandato (na época, a TVA passou a 21,2%). "O exercício do poder constantemente termina por se aproximar das linhas que podem parecer totalmente opostas no momento das eleições", ironiza Albouy.

Para o Aujourd'hui en France, uma das principais boas notícias de 2014 são a revalorização do salário mínimo francês, que passou de 9,43 euros a 9,53 euros por hora, ou seja, de 1430,22 euros para 1445,38 euros brutos mensais. Já as más notícias são, além da alta do TVA para a maioria de bens e serviços, os aumentos de 0,38% das tarifas de gás e de 2,8% das de energia elétrica. A alta de 2,8% dos preços das passagens de trem e de 3% nos valores do transporte público também passam a valer a partir de hoje, lembra o diário.

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