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Rússia/Jogos de Inverno

Cerimônia faraônica marca abertura dos Jogos de Sochi

Fogos de artifício na cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia, em 7 de fevereiro de 2014.
Fogos de artifício na cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia, em 7 de fevereiro de 2014. REUTERS/Ints Kalnins
Texto por: RFI
4 min

Na noite desta sexta-feira, no Estádio Olímpico Fisht, à beira do Mar Negro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou oficialmente abertos os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. A cerimônia durou três horas, reuniu três mil artistas e celebrou a história e a cultura russas diante de 40 mil espectadores. Atletas de 88 países participaram do tradicional desfile de apresentação das delegações. 

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Meia hora depois do presidente russo anunciar o início dos Jogos de Sochi, a pira olímpica foi acesa pela patinadora artística Irina Rodnina e pelo ex-campeão de hockey Vladislav Tretyak. A chama vai queimar até 23 de fevereiro, data de encerramento das Olimpíadas. Apesar do espetáculo majestoso, marcado por fogos de artifício e música, uma falha técnica impediu que um dos cinco anéis olímpicos se abrisse.

Espetáculo

Diante do contexto de repressão aos homossexuais no país, foi curiosa a breve performance da dupla pop de cantoras  t.A.T.u: elas cantaram de mãos dadas e um dos seus maiores sucessos aborda um romance entre duas mulheres. A dupla não é gay, mas se posiciona contra o preconceito.

O balé russo mais famoso do mundo, o Bolshoi, não poderia faltar à cerimônia e mostrou um longo espetáculo inspirado na história e na cultura russas.

Presidente do COI pede fim da discriminação

Um dos pontos fortes da abertura foi o discurso do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, que lembrou que o esporte existe para criar um mundo “sem nenhuma discriminação sobre qualquer razão que seja. É possível ouvir, entender e dar exemplos para uma sociedade em paz”, disse Bach, em uma clara referência à lei adotada na Rússia, em junho passado, que pune a propaganda homossexual diante de menores. A lei é considerada como discriminatória para a comunidade gay e causou polêmica e boicotes de diversos chefes de estado e de governo à cerimônia, como Barack Obama, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron.

Além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, estavam presentes os fiéis aliados de Putin: os presidente da China, Xi Jinping, da Ucrânia, Viktor Ianoukovitch, e o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan .

Segurança e desvio de avião

Principal preocupação das autoridades russas, o esquema de segurança em Sochi é gigantesco. No momento da cerimônia, houve um clima de tensão com a informação de que um ucraniano, que embarcou em um Boeing 737 da companhia aérea turca Pegasus, tentou desviar o aparelho para Sochi, sob ameaça de acionar uma bomba. Ele terminou por ser dominado e foi preso quando o avião pousou em Istambul sem ninguém ficar ferido.

Brasil

A delegação brasileira, que teve como porta-bandeira Jaqueline Mourão (biatlo), foi a décima-quinta a desfilar e foi bastante aplaudida pelo público.Participaram também os atletas Edson Bindilatti, Edson Martins, Fábio Silva, Fabiana Santos, Sally Mayara e Odirlei Pessoni (bobsled), Isabel Clark (snowboard), Leandro Ribela (esqui cross country), Maya Harrison (esqui alpino), Josi Santos (esqui aéreo) e Isadora Williams (patinação artística). O único ausente foi o esquiador Jhonatan Longhi, que não viajou com o grupo.

O Brasil tem 13 atletas em Sochi, que vão competir em sete modalidades.

 

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