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Avião/acidente

Avião com 239 passageiros some em voo entre Malásia e China

Familiares de passageiros a bordo do voo MH370 se desesperam no aerporto de Pequim
Familiares de passageiros a bordo do voo MH370 se desesperam no aerporto de Pequim REUTERS/Kim Kyung-Hoon
3 min

Um Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu na madrugada deste sábado (8), com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo, durante voo que ia de Kuala Lumpur à Pequim. O contato foi perdido no espaço aéreo do Vietnã, informaram autoridades vietnamitas. O avião deveria ter chegado na capital chinesa às 6h30 da manhã (18h30 da sexta-feira, no horário de Brasília). Os passageiros eram de 13 nacionalidades, incluindo mais de 150 chineses e quatro franceses.

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O Boeing 777-200 deixou Kuala Lumpur no sábado à 0h41. O contato com o voo MH370 foi perdido no espaço aéreo sobre a província vietnamita de Ca Mau, informou o governo local, em um comunicado. Segundo a companhia Malaysia Airlines, o avião desapareceu cerca de duas horas após a decolagem. O ministério da Defesa do Vietnã lançou uma missão de socorro conjunta com a Malásia, China, Cingapura e Filipinas.

Durante a tarde, o governo vietnamita informou que aviões do Exército avistaram manchas de óleo no mar e uma coluna de fumaça no extremo sul do Vietnã - as primeiras provas de que o avião poderia ter caído.

A empresa aérea informou que o piloto era experiente, voando para a companhia desde 1981. O avião tinha 11 anos. Familiares de passageiros que se dirigiram ao aeroporto de Pequim foram conduzidos para um hotel nas proximidades por funcionários da companhia aérea. As coletivas de imprensa também acontecem nesse hotel.

Estudantes franceses

A Malaysia Airlines informou que pessoas de pelo menos 14 nacionalidades estavam entre os 227 passageiros: mais de 150 chineses, 38 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses e três norte-americanos. Duas crianças estavam a bordo. Segundo o ministério das Relações Exteriores da França, os cidadãos franceses eram estudantes do liceu francês de Pequim.

A Malaysia Airlines (MAS) tem poucos acidentes em seu currículo. Em outubro de 2013, um bimotor Twin-Otter se acidentou ao aterrissar na ilha de Bornéu, matando o co-piloto e um passageiro. Em 1977, um outro aparelho caiu no sul da Malásia, matando os 93 passageiros e sete tripulantes.

O desaparecimento do Boeing neste sábado deverá ser um golpe duro para a empresa, que há anos enfrenta forte concorrência na região. A Malaysia Airlines registrou um quarto trimestre consecutivo de perdas no final de 2013.
 

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