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Imprensa

Escalada de preços no Rio é destaque econômico na imprensa

No Carnaval, foliãs aproveitam para criticar os preços "surreais" no Rio de Janeiro com cédulas com o rosto do pintor Salvador Dali.
No Carnaval, foliãs aproveitam para criticar os preços "surreais" no Rio de Janeiro com cédulas com o rosto do pintor Salvador Dali. Rio $urreal - NÃO PAGUE/facebook
Texto por: Cíntia Cardoso
4 min

Os três anos da guerra na Síria e o pico de poluição em Paris são alguns dos destaques da imprensa na manhã dessa sexta-feira (14). Mas o jornal Le Figaro destaca os preços "surreais" no Rio de Janeiro na capa do caderno de economia.

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A correspondente do jornal Le Figaro no Rio de Janeiro,  Lamia Oualalou, traz uma reportagem que mistura bom humor com dados nada engraçados da economia carioca. Segundo a reportagem, o preço dos imóveis subiu 200% desde 2008 no Rio de Janeiro e a inflação brasileira em fevereiro atingiu 5,6%.

Na capital fluminense, essa inflação virou um problema cotidiano e inspirou uma página no Facebook : "Rio $urreal - NÃO PAGUE" que, como destaca o jornal, denuncia os abusos cometidos por comerciantes na cidade. Na lista desses abusos, Le Figaro cita os preços impressionantes da cerveja, da caipirinha e de um bife, que pode chegar a R$ 96 em alguns restaurantes.

Contra essa escalada dos preços, os fãs da página marcam os encontros do "isoporzinho". Ou seja, grandes pique-niques com comida e bebida trazidas de casa para enfrentar a carestia. Economistas explicam ao jornal que não é apenas a inflação que justifica a escalada dos preços. O comportamento dos lojistas, que "querem ganhos de curto prazo", é um dos grandes responsáveis por essa onda de preços altos. Contra isso, é a criatividade e a pressão dos consumidores que podem ajudar a resolver esse problema, conclui a reportagem.

Paris poluída

Já no Libération, é Paris que atrai a atenção. A capa desta sexta-feira mostra uma cidade enfumaçada que atravessa níveis recordes de poluição. Segundo o jornal, fala-se muito dos problemas da poluição atmosférica, mas as ações concretas para evitar essa mal são muito tímidas. O Libération escreve que, apesar das ameaças do governo, nada realmente drástico é feito para diminuir a circulação de veículos nas grandes cidades francesas e estimular o uso de combustíveis menos poluentes.

A frota francesa ainda tem um peso importante de carros movidos a diesel, destaca o jornal. Essa situação, associada a temperaturas mais altas que o normal para esta época do ano, levam aos picos de poluição registrados ao longo da semana. Ontem, um terço do país foi atingido por altos índices de partículas poluentes no ar. Para o jornal, as medidas emergenciais como transportes públicos gratuitos durante esse momento de crise são apenas "de fachada" e não resolvem o problema a longo prazo.

Síria
Problema de longo prazo é o que se vive na Síria e essa é a capa do jornal católico La Croix desta sexta-feira. Em três anos, o conflito no país já deixou pelos menos 140 mil mortos. Nesse triste aniversário, o jornal recolheu relatos de sírios que deixaram seu país para trás e vivem exilados para fugirem do conflito.

Um jornalista sírio refugiado na França há dois anos conta, por exemplo, que não quer mais ler informações sobre a Síria para não cair em uma tristeza profunda. Outro estudante sírio, que conseguiu um visto de exilado político, fala das dificuldades da sua família que continua a viver perto de Aleppo, no norte do país. Ele disse que apesar de saber que tem sorte de estar na França, ele não consegue planejar seu futuro que, para ele, é tão incerto quanto o futuro do seu país.
 

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