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Ucrânia/Crise política

Rússia veta projeto de resolução da ONU sobre a Crimeia

O Conselho de Segurança da ONU reunido em Nova York neste sábado, 15 de março de.
O Conselho de Segurança da ONU reunido em Nova York neste sábado, 15 de março de. Reuters/Andrew Kelly
3 min

Na manhã deste sábado (15), a Rússia vetou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que considerava sem valor o referendo sobre a anexação da Crimeia ao seu território. A China se absteve, isolando Moscou ainda mais nesta crise. O projeto de resolução, que teve 13 votos a favor, foi rejeitado.  

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A Rússia utilizou o seu poder de veto, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, para bloquear o projeto que considerava o referendo de domingo, na Crimeia, "sem nenhuma validade".

O voto foi pedido pelos Estados Unidos, que redigiram um texto moderado a fim de obter o aval da China, o que não aconteceu. Em geral, a China se alinha às posições russas no Conselho, principalmente em resoluções contra a Síria, mas desta vez Pequim ficou em cima do muro.

O embaixador russo Vitali Tchourkine justificou seu voto, repetindo que "as novas autoridades da Ucrânia resultam de um golpe de Estado e que a Rússia vai respeitar a vontade do povo da Crimeia".

Reações

"A Rússia pode vetar esta resolução, mas não pode vetar a verdade", reagiu a embaixadora norte-americana Samantha Power, lembrando o artigo 2 da Carta da ONU. Por outro lado, ela ficou satisfeita com "a oposição esmagadora às ações perigosas" de Moscou que, segundo ela, "terão sérias consequências".

O veto russo não foi uma surpresa, depois do fracasso das reuniões entre o secretário de Estado norte-americano John Kerry e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, que se encontraram várias vezes sem chegar a nenhum acordo.

O texto

O projeto de resolução não visava diretamente a Rússia, que não foi citada no texto nenhuma vez.Também não foi pedida claramente a retirada dos reforços militares russos enviados à Crimeia para controlar a península, nem havia ameaças de sanções.

O documento afirmava que "o referendo não pode ter nenhuma validade e não pode fundamentar nenhuma modificação no estatuto da Crimeia" e pedia aos Estados e organizações internacionais para não reconhecerem o resultado nem uma mudança de estatuto da Crimeia. Finalmente, o texto encorajava Rússia e Ucrânia a "iniciar um diálogo político direto e a manter a calma".

 

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