Israel/Faixa de Gaza

Operação militar de Israel na Faixa de Gaza entra no quarto dia

Palestino na Faixa de Gaza observa destruição de ataque israelense.
Palestino na Faixa de Gaza observa destruição de ataque israelense. REUTERS/Mohammed Salem

A operação militar "Limite Protetor" de Israel na Faixa de Gaza entrou no quarto dia nesta sexta-feira (11). Palestinos e representantes da ONU denunciam bombardeios aleatórios, que mataram um grande número de civis, cerca de 80 pessoas desde terça-feira incluindo mulheres e crianças.

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As duas principais facções radicais palestinas, o Hamas e a Jihad Islâmica, dispararam 550 foguetes e morteiros a partir de Gaza contra Israel nos últimos dias, segundo a ONU. As forças israelenses, por sua vez, bombardearam mais de 860 alvos em Gaza.

Os feridos palestinos agora podem ser socorridos no Egito, depois que o país abriu o posto de fronteira de Rafah, no sudoeste da Faixa de Gaza, para a passagem de ambulâncias.

Na manhã desta sexta-feira, um foguete lançado de Gaza contra o sul de Israel atingiu um posto de gasolina da localidade de Ashdod. Várias pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, segundo uma rádio militar israelense. Num outro incidente, um foguete lançado do sul do Líbano atingiu o norte de Israel sem deixar vítimas.

Cessar-fogo

Reunido ontem, em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU fracassou na tentativa de obter um cessar-fogo.

Em entrevista à TV israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel deu "um golpe duro no Hamas e nas organizações terroristas palestinas", e que vai atacar mais ainda. Netanyahu ignorou a oferta de mediação feita pelo presidente americano, Barack Obama.

Em Israel, há rumores de uma intervenção terrestre iminente em Gaza.
 

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