Rússia/Sanções

Rússia protesta contra novas sanções impostas pelos EUA e UE

Para o presidente russo, Vladimir Putin, as sanções dos EUA prejudicam as relações entre os dois países.
Para o presidente russo, Vladimir Putin, as sanções dos EUA prejudicam as relações entre os dois países. REUTERS/Alexei Nikolskyi/RIA Novosti/Kremlin

A Rússia protestou nesta quinta-feira (17), após o anúncio de novas sanções econômicas contra o país feitas na véspera pelos Estados Unidos. Empresas próximas do presidente russo, Vladimir Putin, foram visadas pelas medidas impostas por Washington. A União Europeia também adotou medidas restritivas visando o Kremlin, em resposta à crise na Ucrânia.

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O ministério russo das Relações Exteriores reagiu nesta manhã às medidas anunciadas pelos Estados Unidos. “Nós consideramos a nova série de sanções norte-americanas como uma tentativa primitiva de vingança contra o fato de que a evolução da situação na Ucrânia não corresponde ao panorama desejado por Washington”, informou, por meio de um comunicado, a diplomacia de Moscou. O Kremlin avisou que "não vai tolerar chantagens e adotará medidas de represália" às sanções ocidentais.

O governo de Barack Obama puniu empresas russas dos setores de energia e finanças próximas do Kremlin. Washington congelou os ativos da gigante de petróleo Rosneft, da companhia de gás Novatek e do banco Gazprobank, o terceiro maior da Rússia. As sanções americanas também visam líderes separatistas de Donetsk e Lugansk. Já os europeus suspenderam os programas de cooperação financeira com Moscou executados por dois grandes bancos de investimentos, o BEI e o BERD. O governo ucraniano felicitou os parceiros ocidentais pelo endurecimento das sanções.

Os ocidentais acusam o Kremlin de colaborar com a ofensiva dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. Washington declarou na quarta-feira que cerca de 12 mil soldados das forças de Moscou estão posicionados na fronteira ucraniana e que os rebeldes continuam recebendo armas da Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, que faz atualmente um giro pela América Latina, havia dito na véspera que as sanções iriam prejudicar em empresas norte-americanas do setor da energia, levando as relações entre os dois países a “um impasse”. Já Andreï Kostine, diretor geral do banco VTB, o segundo mais importante da Rússia, alertou para as consequências “potencialmente devastadoras” das sanções para o sistema financeiro mundial.

A bolsa de Moscou também reagiu mal às sanções. As ações da Novatek caíram 6,1% e os papéis da Rosneft perderam 4,9%. Já o índice Micex registrou uma queda de 2,2% na abertura do pregão. 

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