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Israel/Gaza

No Cairo, Kerry pressiona Israel e Hamas por trégua imediata

O secretário de Estado americano, John Kerry, se reuniu com Ban Ki-moon e autoridades locais no Cairo para apoiar as iniciativas do Egito para alcançar um cessar fogo na Faixa de Gaza.
O secretário de Estado americano, John Kerry, se reuniu com Ban Ki-moon e autoridades locais no Cairo para apoiar as iniciativas do Egito para alcançar um cessar fogo na Faixa de Gaza. REUTERS/Charles Dharapak/Pool
Texto por: RFI
3 min

Os rumores de que uma trégua será anunciada em breve leva muitos a acreditarem que estaria chegando ao fim essa rodada de hostilidades entre Israel e o grupo islâmico Hamas, da Faixa de Gaza, que hoje entra em seu décimo quinto dia.

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*Da correspondente da RFI em Tel Aviv, Daniela Kresch

Depois de 15 dias sem uma intervenção dos Estados Unidos, o secretário de Estado americano, John Kerry, está no Cairo onde pressiona israelenses e palestinos a aceitarem uma trégua imediata. Nesta segunda-feira (21), o presidente americano, Barack Obama, disse que Israel “já causou danos significativos à infraestrutura terrorista Hamas”, mas que seria a hora de “chegar a um cessar-fogo que termine com esse combate” e acabe “com as mortes de inocentes”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também está no Cairo para ajudar nos esforços egípcios. Mas, até agora, nada foi anunciado. Israel apenas rejeitou um terceiro cessar-fogo humanitário depois que o Hamas violou os dois primeiros.

Assim como as negociações, os combates entre Israel e Hamas também continuam. Entre os palestinos, já passa de 550 o número de mortos na ofensiva israelense por ar, terra e mar em Gaza, que causa muita destruição e pânico.

Do lado israelense, são 29 mortos e centenas de feridos, além dos milhões de cidadãos que pararam a vida para ficarem próximos a bunkers por causa dos ataques aéreos palestinos. Ontem foram mais de cem.

A guerra de informações também continua

Nesta terça-feira (22), o exército israelense admitiu que o corpo de um dos sete soldados que morreram no domingo, em batalha dentro de Gaza, está desaparecido. Para comentaristas, esse pode ser o soldado que o Hamas anunciou ter sequestrado, num evento que Israel negou ter acontecido, mas que levou milhares de palestinos às ruas para comemorar.

Israel costuma negociar a devolução até mesmo de corpos de soldados mortos para enterrá-los segundo o rito judaico, o que leva o Hamas a ter esperança de conseguir trocar o cadáver por presos em cadeias israelenses.

 

 

 

 

 

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