Acidente/Air Algérie

Hollande anuncia que não há sobreviventes do voo AH 5017 da Air Algérie

O presidente francês, François Hollande, em pronunciamento ontem (24), no palácio do Eliseu, quando confirmou queda do avião da Air Algérie.
O presidente francês, François Hollande, em pronunciamento ontem (24), no palácio do Eliseu, quando confirmou queda do avião da Air Algérie. REUTERS/Benoit Tessier

Nenhuma das 118 pessoas que estavam a bordo do voo AH 5017 da Air Algérie sobreviveu à queda, ontem, no povoado de Bulikesi, no Mali. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (25) pelo presidente francês, François Hollande. Entre os passageiros, 51 eram franceses.

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“Não há nenhum sobrevivente”, disse o chefe de Estado francês em um rápido pronunciamento em cadeia nacional de televisão. François Hollande também afirmou que uma das caixas-pretas, encontradas no final desta manhã, foi enviada à cidade e Gao, no norte do Mali, por militares franceses que faziam a segurança da região do acidente.

O presidente francês ressaltou que as investigações sobre a queda do aparelho estão em curso e várias hipóteses são analisadas. No momento, a hipótese de um acidente provocado por condições climáticas desfavoráveis é privilegiada, já que o avião desapareceu depois que o piloto pediu autorização para mudar a rota por causa de uma tempestade.

O McDonnell Douglas MD83 partiu de Uagadugu, capital de Burkina Faso, com destino a Argel, mas a aeronave deixou de fazer contato cerca de 50 minutos depois da decolagem. Os destroços, totalmente queimados, foram encontrados por um drone de observação do exército francês.

A bordo do avião da Air Algérie, além dos 51 franceses, estavam também 23 burquinabeses, canadenses, libaneses, argelinos, entre outros. Os seis membros da tripulação eram espanhois. Alguns dos corpos já foram localizados.

Desgastes na aeronave

A aeronave já pertenceu à equipe do Real Madri e tinha 18 anos de idade. O aparelho poderia, portanto, apresentar desgastes.

Mas como o avião desapareceu em uma região de conflito, onde atua uma série de grupos jihadistas, logo surgiu a hipótese de que ele tivesse sido abatido, como parece ter acontecido com o MH17 da Malaysia Airlines, que caiu no Leste da Ucrânia.

Hoje, a companhia Air France anunciou que vai evitar a região onde caiu o avião da Air Algérie por "medida de precaução".

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