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Manifestação/Ramadã

Iranianos realizam atos pró-palestinos no Dia de Al Qods

Celebrações do Dia de Al Qods também foram solidárias ao povo palestino em Karachi, no Paquistão, nesta sexta-feira (25).
Celebrações do Dia de Al Qods também foram solidárias ao povo palestino em Karachi, no Paquistão, nesta sexta-feira (25). REUTERS/Athar Hussain
Texto por: RFI
3 min

Milhares de iranianos invadiram as ruas de Teerã nesta sexta-feira (25) para celebrar o Dia de Al Qods, também conhecido como o Dia de Jerusalém, a última sexta-feira de Ramadã. Neste ano, as manifestações em apoio ao povo palestino substituíram as famosas celebrações do fim do mês sagrado dos muçulmanos.

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Mais de 700 cidades iranianas se uniram para protestar contra a ofensiva israelense que matou mais de 800 de palestinos em 18 dias de operação na Faixa de Gaza. Em Teerã, os manifestantes carregavam cartazes com dizeres como “Morte a Israel” e “Morte aos Estados Unidos”, o principal aliado de Tel Aviv.

Durante os protestos, os iranianos ressaltaram o apoio aos palestinos. “Espero que eles continuem a luta até a última gota de sangue. Os países islâmicos, particularmente o Irã, estão com os povo da Faixa de Gaza e os salvarão”, declarou o jovem Hassan.

A população ecoa as declarações de líderes iranianos. Em discurso na televisão, Hossein Salami, um dos chefes dos Guardiões da Revolução, exército elite do país, disse que os israelenses não estão seguros no “território ocupado”, como os iranianos se referem a Israel. “Os mísseis dos combatentes palestinos podem ir muito além do crêem os sionistas”, advertiu.

Na quarta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu que os palestinos persistam a luta contra Israel e que a estendam para a Cisjordânia. Para ele, esta é “a única maneira de encarar um regime selvagem”.

O Irã, que não reconhece a existência de Israel como Estado, apoia os grupos radicais palestinos no conflito. Teerã é acusada de fornecer material militar e financiar o Hamas e a Jihad islâmica, mas se defende, alegando que sua ajuda é apenas moral e humanitária.

Resistência face à Israel

O presidente iraniano, Hassan Rohani, participou da marcha na capital ao lado de vários outros dirigentes e denunciou “o silêncio face aos crimes do regime sionista”. “O mundo islâmico deve se unir para exprimir sua raiva, sua unidade e sua resistência face à Israel”, disse.

Rohani disse que o mundo tem o dever de exigir o fim do bloqueio de Israel contra a Faixa de Gaza, a abertura da passagem em Rafah e o fim dos ataques contra os palestinos.

Em uma extensão de 40 quilômetros entre o Mar Mediterrâneo e Israel, os 1,8 milhão de palestinos da Faixa de Gaza dependem da importação de bens e produtos para sobreviver, mas o bloqueio de Israel impede que mercadorias cheguem à região. As únicas passagens são a ínfima fronteira com o Egito ou os túneis construídos pelo movimento radical Hamas, que Israel alega ser ilegal porque diz que é utilizado pelo grupo para receber armamentos.

Muçulmanos se mobilizam

Outros países muçulmanos, como o Paquistão e o Iraque também realizaram manifestações contra a ofensiva militar de Israel. Na Cisjordânia, os movimentos pró-palestinos convocaram um “dia de cólera”. Ontem, no Noite do Destino, data importante do Ramadã, militantes se confrontaram com as forças de segurança israelenses em Jerusalém Leste, próximo de Ramallah.

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