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África/Ebola

Guerra ao Ebola deve durar mais 6 meses, diz especialista da ONU

Parentes de vítimas do Ebola se reúnem diante de um hospital na Guiné
Parentes de vítimas do Ebola se reúnem diante de um hospital na Guiné REUTERS/Saliou Samb
Texto por: RFI
3 min

O coordenador da ONU contra o vírus Ebola, Dr. David Nabarro, avisou nesta segunda-feira (25), que a luta contra a epidemia é uma "guerra" que não está ganha e poderá durar pelo menos mais seis meses. Ele afirmou ainda que essa vitória será impossível se as companhias aéreas continuarem a interromper os serviços nos países afetados.

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Neste momento, a batalha contra o Ebola acontece em duas frentes: na África Ocidental, onde estão os doutores Nabarro e Keiji Fukuda, outro alto funcionário das Nações Unidas; e na África Central, depois que um foco de infecção foi confirmado ontem pelo governo da República Democrática do Congo.

Treze pessoas morreram da doença na província do Equador, que foi colocada sob quarentena. Onze pessoas foram isoladas e mais de 80, que tiveram contato com doentes, estão sendo acompanhadas por uma equipe de especialistas.

Epidemia isolada

A Organização Mundial de Saúde avalia que o risco de propagação do vírus é pequeno, já que os vilarejos da região são dispersos. A organização concorda com as autoridades congolesas, que informaram ontem que a epidemia é isolada e não tem nenhuma relação com a que assola a parte ocidental do continente.

Hoje, o ministro congolês do Interior, Richard Muyej, enviou um lote de termômetros a laser para a região. Estes termômetros permitem que se tome a temperatura a distância, sem tocar o doente, o que ajuda a proteger médicos e enfermeiros. O governo também trabalha na instalação de um centro de tratamento e de um laboratório móvel na província, a cerca de 800 km da capital Kinshassa.

Estrangeiros infectados

No oeste africano, um especialista da OMS foi contaminado. O epidemiologista foi o único infectado entre os 400 funcionários da organização enviados à região afetada. Um enfermeiro britânico voluntário contraiu o vírus em Kenema, no leste de Serra Leoa e foi repatriado ontem em um avião militar.

William Pooley, de 29 anos, está recebendo tratamento no centro de isolamento do Royal Free Hospital, em Londres. De acordo com um médico americano que trabalhava com ele, a infecção foi descoberta rapidamente e as chances de cura são grandes.

Pooley é a segunda vítima do Ebola a voltar para a Europa. Em 12 de agosto, um padre espanhol morreu, apesar de ser tratado com o coquetel ZMapp, que foi administrado com sucesso em dois pacientes americanos, curados na semana passada. Hoje, o Japão se dispôs a fornecer um tratamento experimental que foi homologado em março como antiviral contra gripe.

A atual epidemia do Ebola, a pior desde a descoberta do vírus, em 1976, surgiu no início do ano na Guiné e se intensificou em julho, causando 1427 mortes. O país mais afetado é a Libéria, com 624 vítimas, seguida da Guiné, com 406, Serra Leoa, que registrou 392 mortes e a Nigéria, que teve cinco mortos. No total, 2.615 pessoas foram infectadas ou estão sob suspeita, de acordo com o último dado da OMS, divulgado em 20 de agosto.
 

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