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Imprensa

Europa vira as costas para escalada da violência na Ucrânia

Membros da autoproclamada República Popular de Donetsk circulam pelas ruas de Donetsk.
Membros da autoproclamada República Popular de Donetsk circulam pelas ruas de Donetsk. REUTERS/Alexander Ermochenko
Texto por: RFI
2 min

A crise ucraniana volta a estampar os jornais deste sábado (31). O Libération afirma na capa e em editorial que o presidente russo, Vladimir Putin, parece imune às sanções econômicas impostas pela Europa. Resultado: o conflito às portas da Europa não dá trégua.

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Para o jornal Libération, a população civil na Ucrânia está cada dia mais vulnerável à violência dos combates e se tornou um alvo frequente dos ataques dos rebeldes pró-russos instalados no leste da Ucrânia.

Em editorial, o Libé avalia que uma verdadeira guerra acontece “às portas da Europa”, mas os líderes do continente fazem vista grossa. A preocupação com a ameaça jihadista, escreve o jornal, faz com os europeus não dêem a devida importância ao problema ucraniano.

Até o momento, a Europa tem se contentado em adotar sanções econômicas contra Rússia, o grande aliado dos rebeldes separatistas. Mas, apesar de terem abalado a economia da Rússia, as medidas surtiram pouco efeito no campo de batalha. E os separatistas pró-russos se mostram cada dia mais fortes. Diante desse quadro, o Libération se indaga: será que a Europa vai abandonar o leste da Ucrânia como fez com a Crimeia?

Radicalismo nas prisões assusta as autoridades francesas

Para o Figaro, a pergunta da manchete de hoje é: como lutar contra o islamismo nas cadeias francesas? Os irmãos Kouachi, que provocaram o massacre contra a redação do Charlie Hebdo, e Amedy Coulibaly, que matou uma policial e quatro reféns em supermercado judaico, comprovam essa teoria da radicalização de jovens nas prisões.

As autoridades francesas já identificaram pelo menos 200 detentos radicais nas prisões. Segundo o jornal, todos os meses, na França, 20 novos jihadistas são admitidos no sistema carcerário do país. Muitos têm passagem pela Síria, pelo Iraque e experiência de combate ao lado de terroristas nesses países.

Especialistas destacam que nem todos esses presos radicais vão, necessariamente, pegar em armas e cometer atentados. Mas eles são igualmente perigosos ao conseguirem cooptar outros detentos para as suas doutrinas extremistas.

A solução, conclui o jornal, terá que ser inventada pela própria França, já que os países vizinhos que enfrentam problemas semelhantes, também estão à procura de respostas.
 

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