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Expansão do terror do grupo EI à Líbia preocupa imprensa francesa

As capas dos jornais 'Le Figaro' e 'Libération' desta terça-feira, 17 de fevereiro de 2015.
As capas dos jornais 'Le Figaro' e 'Libération' desta terça-feira, 17 de fevereiro de 2015. Reprodução

O grupo Estado Islâmico, que reivindicou a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios na Líbia, é um dos principais destaques da imprensa francesa desta terça-feira (17). Os jornais se perguntam qual é a melhor estratégia para lutar contra o grupo jihadista, que marca com sangue sua presença no país mediterrâneo. Os diários estão preocupados com a expansão rápida e a internacionalização do movimento ultrarradical islâmico, que depois do Iraque e da Síria, começa a atuar na Líbia.

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"Líbia: a nova frente de batalha do grupo Estado Islâmico". Esta é a manchete de Libération de hoje. Para o jornal progressista o massacre dos 21 cristãos egípcios coptas, no último final de semana, mostra que o movimento jihadista ultrarradical prospera no país. A Líbia vive uma situação de caos, desde a queda de Muamar Kadafi, em 2011.

Libé teme que o grupo estabeleça um novo reduto. Cogita-se a possibilidade de uma intervenção internacional no país, após os bombardeios egípcios de segunda-feira (16) contra posições do grupo em território líbio, em retaliação ao assassinato dos coptas. O jornal informa que a Itália de Matteo Renzi se prepara para intervir em sua ex-colônia. Mas o diário lembra que o caos na Líbia começou justamente após uma intervenção europeia. "Nenhuma ação militar tem sentido ou pode solucionar um conflito se não for acompanhada de uma solução política", aconselha o editorial de Libé.

A barbárie nas portas da Europa

Como Libération, Le Figaro diz que, após esse novo massacre do grupo Estado Islâmico, os pedidos para uma intervenção militar internacional na Líbia se multiplicaram. A França e os Emirados Árabes apoiam a ação do Egito, que já bombardeou ontem posições dos jihadistas em território líbio.

A barbárie está nas portas da Europa, afirma o jornal conservador, lembrando que a Líbia fica a apenas 500 km da Itália, do outro lado do mediterrâneo. O grupo Estado Islâmico, que se enraíza na guerra civil líbia, impõe ao ocidente uma lógica de guerra, constata Le Figaro.

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