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Imprensa

Jornais criticam demora na investigação do suspeito de planejar ataque contra igrejas

O Aujourd'hui en France deste sábado (25) afirma que Sid Ahmed Ghlam estudou igrejas que poderiam ser o alvo de atentados na periferia de Paris.
O Aujourd'hui en France deste sábado (25) afirma que Sid Ahmed Ghlam estudou igrejas que poderiam ser o alvo de atentados na periferia de Paris. Aujourd'hui en France/Reprodução
Texto por: Daniella Franco
3 min

As edições de fim de semana dos principais jornais franceses tratam especialmente de um assunto: o desmantelamento do atentado contra ao menos uma igreja católica em Villejuif, na periferia de Paris. Suspeito de planejar o ataque, o estudante argelino de 24 anos, Sid Ahmed Ghlam, foi incriminado ontem por "assassinato" e "tentativa de assassinatos com relação com uma rede terrorista". Embora ele integre uma lista do serviço secreto de indivíduos com potencial de ameaçar a segurança nacional, os jornais lembram que ele era apenas monitorado "de longe".

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Interrogado ontem por juízes antiterrorismo, Ghlam negou todas as acusações. Ele também é suspeito de ter matado a professora de ginástica Aurélie Châtelain, de 32 anos, cujo corpo foi encontrado baleado em Villejuif dentro de seu veículo incendiado, no último domingo (19).

O estudante foi preso depois de telefonar ao Samu, alegando ter se ferido a tiros no domingo passado. A polícia foi acionada e, seguindo o rastro de sangue, encontrou um carro com um arsenal no interior, entre armas de guerra, munição e coletes à prova de balas. No apartamento do jovem outros três fuzis foram encontrados.

A polícia também analisou mensagens trocadas entre o argelino e ao menos uma pessoa na Síria, que ordenou, explicitamente, que o atentado fosse realizado contra uma igreja católica.

Argelino escolheu igrejas que poderiam ser alvo de ataque

O jornal Aujourd'hui en France diz que a polícia tem certeza de que Ghlam estudou igrejas que poderiam ser o alvo de atentados. Ele teria observado os locais durante uma semana, todos os dias, antes de ter agido, no domingo, para quando o ataque estaria programado.

Ghlam era monitorado pelo serviço secreto desde o ano passado, "mas um tanto de longe", observa o jornal Libération. No ano passado, o jovem havia expressado no Facebook sua vontade ir à Síria integrar a jihad, o que foi assinalado à polícia por um próximo do estudante.

Falha das autoridades

Em 2015, conta o jornal, ele viajou à Turquia durante dez dias. Ao voltar à França, as autoridades questionaram o motivo de sua viagem, que ele alegou ter sido "turística". O jovem está na lista de 400 mil pessoas com potencial de ameaçar a segurança nacional durante todo este período. Apesar de fazer parte dos arquivos do serviço secreto, ele nunca esteve sob escuta, o que Libération acredita ter sido uma falha das autoridades.

Já o jornal Le Figaro lembra que o serviço secreto enfrenta uma situação inédita: a possibilidade de ataques na França comandados do exterior. Os investigadores vão agora tentar descobrir se há cúmplices no caso, quais foram as fontes de financiamento do argelino, de onde vieram as armas que o jovem escondia e se ele estava em contato com mais pessoas na Síria.

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