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Alemanha/Rússia

Em Moscou, Merkel critica falta de avanços na crise da Ucrânia

A chanceler alemã, Angela Merkel, gesticula durante a coletiva de imprensa ao lado do presidente russo Vladimir Putin, neste domingo, 10 de maio de 2015.
A chanceler alemã, Angela Merkel, gesticula durante a coletiva de imprensa ao lado do presidente russo Vladimir Putin, neste domingo, 10 de maio de 2015. REUTERS/Sergei Ilnitsky
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Neste domingo (10), a chanceler alemã Angela Merkel esteve em Moscou homenageando os mortos da Segunda Guerra Mundial. Ela participou da cerimônia que marcou os 70 anos do fim do conflito que culminou com a vitória russa diante da Alemanha nazista. Em seu encontro com o presidente Vladimir Putin, a pauta foi a crise na Ucrânia.  

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Em uma coletiva de imprensa, ao lado do presidente russo, Angela Merkel criticou a falta de progressos na crise ucraniana. Apesar de um acordo ter sido oficialmente assinado em 12 de fevereiro passado, em sua presença e na dos presidentes francês, François Hollande, e Petro Porochenko, da Ucrânia, ela lamentou "que ainda não haja um cessar-fogo no país".

No leste ucraniano, as violências continuam e o conflito armado já deixou mais de 6.200 mortos em pouco mais de um ano, entre eles, muitos civis.

Sobre esse desrespeito ao acordo [de cessar-fogo], Merkel observou que as duas partes têm responsabilidade. "Todos os dias recebemos relatórios da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) que explicam porque o cessar-fogo não é respeitado. Não podemos afirmar que uma parte respeita as condições a 100% e a outra, não".

A chanceler alemã insistiu na necessidade de dialogar com Moscou "apesar das divergências".

Crise entre Rússia e Ocidentais

O conflito na Ucrânia causou a crise mais grave nas relações entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria. Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos acusam Moscou de fornecer armas para os rebeldes pró-russos. A hipótese é rejeitada por Putin, para quem, apesar das dificuldades, "a situação na Ucrânia está mais calma".

Putin também declarou estar convencido de que a solução a longo prazo é o diálogo direto entre o governo ucraniano e os separatistas, assegurando que fará tudo para ajudar.

No ano passado, a Rússia sofreu uma série de sanções por parte dos europeus e americanos.

 

 

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