EUA se tornam líderes mundiais na produção de petróleo

Khai thác giếng dầu tại California.
Khai thác giếng dầu tại California. REUTERS/Lucy Nicholson/Files

O jornal econômico Les Echos informa em sua edição desta quinta-feira (11) que os Estados Unidos se tornaram os primeiros produtores mundiais de petróleo. Os norte-americanos, que já haviam batido a Rússia na produção de gás natural, ultrapassam a Arábia Saudita, que detinha a posição de líder no setor há 40 anos. A combinação de tecnologias de extração usadas seria uma das razões do sucesso do país no setor. 

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A confirmação foi feita no relatório anual sobre energia divulgada pela gigante BP, publicado na quarta-feira (10) e que corresponde à produção de 2014. Segundo o documento, os Estados Unidos produziram cerca de 1,6 milhão de barris de petróleo a mais que no ano anterior. Enquanto isso, a Arábia Saudita viu sua produção praticamente estagnar no mesmo período. A principal razão desse sucesso norte-americano seria a combinação de tecnologias de extração usadas pelo país, que mistura a chamada fratura hidráulica e as perfurações horizontais.

De acordo com Les Echos, a tendência de crescimento da produção de petróleo pelos Estados Unidos não é uma novidade. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), já havia anunciado, em 2012, que os norte-americanos poderiam se tornar os primeiros produtores mundiais até 2020. No entanto, os especialistas não esperavam que o país do tio Sam alcançaria esse patamar tão cedo.

Primeiro produtor de gás natural

Não é de hoje que os Estados Unidos avançam na corrida pela produção de combustíveis. Em 2012, os norte-americanos também se tornaram os primeiros produtores mundiais de gás natural, ultrapassando a Rússia.

Ainda de acordo com Les Echos, a mudança de posição dos Estados Unidos já provocou uma "onda de choque mundial" desde o ano passado. Um dos impactos diretos foi a queda do preço do barril do petróleo em junho de 2014, um fenômeno ligado principalmente à previsão de superprodução americana.

A principal questão agora é saber se essa tendência vai continuar. A Organização dos países produtores de petróleo (OPEP), dominada pela Arábia Saudita, se recusa a reduzir as quotas de produção, mas alguns especialistas já apostam em uma baixa da produção americana nos próximos meses.

Outra consequência ressaltada pelo diário econômico em seu editorial é o afastamento de Washington na negociação das tensões nos países árabes - que coincide com esse aumento de produção de petróleo. Algo coerente, insinua Les Echos, pois ao atingir sua independência energética, os Estados Unidos não precisariam mais ter tanta influência na região do Golfo.

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