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Presidente francês Macron manda fechar todas as escolas do país devido ao coronavírus

Áudio 04:09
Presidente francês Macron manda fechar todas as escolas do país devido ao coronavírus
Presidente francês Macron manda fechar todas as escolas do país devido ao coronavírus © RFI

As primeiras páginas dos jornais continuam a estar dominadas por reacções à epidemia do coronavírus. O Presidente francês, Emmanuel Macron, manda fechar todos os estabelecimentos de ensino, apela à mobilização e anuncia várias medidas excepcionais para fazer face à crise.

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Macron apela à mobilização, titula LE MONDE. O chefe de Estado anunciou ontem várias medidas excepcionais para fazer face à mais grave crise sanitária que a França já conheceu nos últimos 100 anos. Jardim infantil, escolas, liceus e universidades ficam fechados a partir de segunda feira. Os idosos ou pessoas frágeis são convidados a ficar em casa e todos os franceses chamados a limitar as suas deslocações. Todos os meios necessários à saúde serão mobilizados custe o que custar garantiu o presidente. O governo prepara um plano de relançamento e assumirá os encargos de indemnizações aos empregados e funcionários forçados a ficarem em casa, acrescenta, LE MONDE.

Coronavírus, Macron apela os franceses a fazer face à epidemia, replica, LE FIGARO. O presidente adoptou medidas como o encerramento de escolas e universidades, mas decidiu manter as eleições municipais de domingo. No seu editorial, mobilização geral, LE FIGARO escreve que em França quando o futuro é incerto e pesado todos os olhares viram-se para o  Estado e a pessoa que o encarna. Macron tinha pois que dirigir-se à nação que necessitava do verbo presidencial, sublinha o editorial do FIGARO.

Contra o covid 19, custe o que custar, titula LIBÉRATION. A França sob protecção presidencial. O presidente anunciou ontem à noite o encerramento até nova ordem de todos os estabelecimentos de ensino e apelou à mobilização geral para ajudar os mais frágeis. Face à aceleração da crise o executivo chegou mesmo a ponderar o adiamento das eleições municipais antes de renunciar face à gritaria da oposição que ficou a saber graças à fuga de informação da estratégia presidencial.

Antídoto democrático, relança L'HUMANITÉ, sobre a primeira volta das municipais. O escrutínio de  domingo mantém-se em circunstâncias inéditas. A esquerda determinada e perante o risco da abstenção apela à mobilização. Queremos a vitoria dos cabeças de lista mas também de toda a esquerda contra a direita e a extrema direita, afirma Pierre Lacaza do partido comunista, nota L'HUMANITÉ.

Por seu lado, LA CROIX, titula, escrutínio aberto, escolas fechadas. Macron aumentou o dispositivo de luta contra o coronavírus. O Presidente apelou à solidariedade e à união sagrada para travar a propagação do coronavírus. Medidas inéditas foram anunciadas para pessoas frágeis assim como a necessidade de reforçar os serviços de reanimação e uma mobilização geral sobre o plano económico, sublinha LA CROIX.

Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE MONDE, dá relevo a um impossível regresso dos refugiados sírios. Apesar da pobreza na Jordânia e no Líbano os exilados recusam regressar às regiões sob controlo do regime de Damasco.  Num campo aberto de refugiados de Zaatari, na cidade jordaniana, de Mafrak, perto da fronteira com a Síria, Abou Mohamad, refugiado há 8 anos, nunca se aventurou uns metros sequer para lá das suas delimitações, diz que não tem nada que fazer lá fora. Há cerca de 1 milhão e 400 mil sírios instalados na Jordânia, um pequeno país de 10 mihões de habitantes.

Enfim, o mesmo vespertino, refere-se também a Colômbia, onde há  vários massacres de antigos guerrilheiros. Desde o acordo de paz de 2016, 188 antigos combatentes das FARC foram assassinados. Estes assassínios contribuem para o descrédito do Estado e da direcção das FARC, afirma, Luis Fernando Cristo, antigo Ministro do Interior, nota LE MONDE.

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