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Revista de Imprensa

Coronavírus mata e provoca violência doméstica e contra a criança

Áudio 04:36
Primeiras páginas dos diários franceses de 1/4/2020.
Primeiras páginas dos diários franceses de 1/4/2020. © Miguel Martins/RFI
Por: João Matos
9 min

Os jornais nacionais franceses não conseguem fugir à actualidade à volta da pandemia do coronavírus que continua a fazer vítimas em França e no mundo.

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Para LE MONDE, titula, quarentena reveladora de desigualdades sociais. Em França entrámos na terceira semana de quarentena  mas a epidemia continua a matar. Nas últimas 24horas houve um novo pico de mortos com mais 499 pessoas mortas, estando, a França com 3525 mortos e  e 5565 doentes em reananimação, o que provocou a deslocação do primeiro ministro e do ministro da saúde à Assembleia nacional para explicar a situação.

LE FIGARO, titula, os franceses face aos desafios do confinamento. O tributo pago pelos fustigados pela doença é muito pesado. Por outro lado há duas semanas que as associações de luta contra maus tratos feitos a crianças denunciam a violência infantil e apelam à protecção da criança e a uma maior vigilância da população. Ao nível político o ministro do Interior, Castaner fecha as portas às férias de Primavera aos franceses, acrescenta LE FIGARO. 

Por seu lado, L'HUMANITÉ, destaca, hospital: camas de reanimação nervos da guerra. Nas Regiões da Ilha de França e do Grnde Lestes as mais afectadas, a prioridade vai para o máximo de unidades para acolher os pacientes gravemente atingidos, e que passaram de 5 mil antes da crise para 14 mil camas.

Bolsonaro, Trump e a epidemia do coronavírus

No internacional, no Brasil, o Presidente Bolsonaro, admite que o coronavírus é o maior desafio que o país tem depois de ter minimizado a onda da epidemia e de ter fustigado as medidas de confinamento, nota, LE FIGARO. 

Sobre a China o mesmo jornal escreve que os números de vítimas foram subestimados. O número de mortos do coronavírus em Wuhan seria muito mais elevado que as cifras anunciadas pelo regime comunista. Como exemplo a Radio Free Asia refere-se ao número de mortos na cidade de Hubei que oficialmente é de 2535, mas que na realidade seria de 42 mil mortos segundo uma projecção feita a partir de dados de 7 crematórios da cidade.  

Também, LIBÉRATION, pergunta se o número de vítimas do coronavírus na China não está a ser subestimado. A contabilidade do número de doentes é difícil, não existem cifras de mortos queimados, e na verdade, o balanço oficial chinês é cada vez mais duvidoso.

Mas LIBÉRATION, faz o seu principal título com os Estados unidos face ao coronavírus, primeira impotência mundial. Apesar dos imensos esforços feitos pelo Estado de Nova Iorque em plena crise os americanos são penalizados pelo calamitoso sistema de saúde e a gestão demagógica de Trump. Já para LE FIGARO, nos Estados Unidos, o Presidente Trump, previne os americanos que as duas próximas semanas podem ser muito dolorosas.

Em Gaza, pequeno território muito populoso a vaga anunciada do coronavírus pode ser extremamente violento. Com uma população de 2 milhões de pessoas o enclave palestiniano que já vive uma terrível crise sanitária, política e económica vê a chegada da epidemia com muita preocupação, acrescenta, LIBÉRATION. 

Sobre o continente africano, LE FIGARO, refere-se ao Mali e a prova de vida da refém Sophie Pétronin. A familia mostra-se aliviada mas continua a reclamar mais esforços por parte do governo para libertar a francesa que trabalhava para uma organização humanitária quando foi raptada a 24 de dezembro de 2016. .

Por seu lado, LE MONDE escreve que em África há 5 paises que poupados pelo coronavírus, Lesoto, Malauí, Camarões, Sudão do Sul  e S. Tomé e Príncipe, que  até hoje não declararam nenhum caso de contaminação. Em S. Tomé e Príncipe, não há casos registados porque não tem condições de realizar testes, indicou a representante da OMS, que no entanto acrescentou que o pais se prepara porque há cerca de uma centena de pessoas que regressaram do estrangeiro e que estão em quarentena.

Com apenas 4 camas de reanimação para uma população de 200 mil pessoas, S Tomé e Príncipe deve absolutamente impedir a propagação do vírus e já encerrou as suas fronteiras apesar da importância do turismo para a econmia local, sublinha, LE MONDE.   

Enfim, em relação ao futebol, LIBÉRATION refere-se ao franco-senegalês, Pape Diouf, agente de grandes futebolistas e presidente da equipa de futebol de Marselha, morreu ontem no Senegal, vítima do coronavírus. 

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