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Revista de Imprensa

Máscaras para todos os franceses para se levantar a quarentena

Áudio 03:57
Primeiras páginas dos diários franceses de 6 de Abril de 2020.
Primeiras páginas dos diários franceses de 6 de Abril de 2020. © rfi
Por: João Matos
8 min

As primeiras páginas dos jornais franceses continuam a estar dominadas pela pandemia do coronavírus. 

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LE FIGARO, titula, porte de máscaras, grande reviravolta das autoridades. Pouco a pouco o governo readaptou a sua doutrina. A Academia de Medicina preconiza uso de máscaras para toda a população, com o governo a rever a sua estratégia de luta contra o coronavírus.

"Não é uma reviravolta, mas uma reavaliação da doutrina", garante, o ministro da Saúde, Olivier Véran. Cada um pensará o que quiser, mas o facto é que esta nova fase da vida incita as pessoas a usar máscaras para lutar contra a propagação de Covid-19. 

Sobre esta nova estratégia, o Director geral da Saúde, Jérôme Salomon, afirma que "estamos todos os dias a aprender com este novo vírus e talvez um dia será proposto a toda a gente o uso duma protecção", sublinha, LE FIGARO.

LA CROIX, pergunta se será obrigatório o porte de máscaras, quando até agora as autoridades tinham recomendado o uso apenas para o pessoal médico, pessoas assimptomáticas e frágeis, e de repente, o discurso muda significativamente.

Mas o principal titulo do LA CROIX, é nascer num mundo de quarentena. O risco de propagação de Covid-19 transformará as experiências dos futuros pais enquanto nas maternidades tiveram de implementar restrições de visitas a familiares para evitar a propagação do vírus. A maioria das mulheres deve aceitar estes constrangimentos.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, no coração do combate, pessoal médico testemunha. De Paris a Mulhouse, de Marselha a Bobigny, entre o orgulho e a angústia uma dezena de enfermeiras e médicos relatam o seu quotidiano de luta. Apesar do cansaço e preocupação todos continuam na linha da frente do combate ao coronavírus.

Por seu lado, L'HUMANITÉ, pergunta para quando um tratamento do coronavírus? Investigando sobre um medicamento, o Instituto de investigação nacional científica, lançou cerca duma dezena de ensaios clínicos, cujos primeiros resultados poderão ser em breve divulgados. Os defensores da cloroquina denunciam estatégias duvidosas e uma perda de tempo fatal para numerosos doentes, nota, L'HUMANITÉ. 

Numa altura em que há cerca de 40 laboratórios no mundo a correr atrás de uma vacina a prioridade é o tratamento dos doentes. São assim testados remdesivir que serviu para tratar o ébola, mas também caletra que agrupa as moleculas de lopinavir e ritonavir, associados à luta contra a Sida, nota, L'HUMANITÉ.

Exame final dos liceus europeus, raínha Isabel II e Angola   

Mudando de assunto, LE MONDE, titula, que não haverá exame final do 12° ano pela primeira vez na história do ensino liceal. 

Na Europa esta questão é uma autêntica dor de cabeça, relança, LA CROIX, quando em França, o exame do 12°ano é substituído por avaliação contínua ao longo do ano, na Alemanha, mantém-se o exame final, para 20 de abril, dependendo os moldes dos estados federados.

Em Espanha, também, a Selectividad, como é conhecido o 12° ano também haverá exame de férias grandes apenas adiado para os dias 6,7 e 8 julho  em função das regiões, sublinha, LA CROIX. 

LE FIGARO, dá relevo ao discurso de ontem à noite da Raínha britânica, Isabel II que apelou os britânicos a darem provas de força como os seus antepassados. A Raínha agradeceu o pessoal médico e os britânicos confinados às suas casas alertando-os para a gravidade da situação mundial.

Isabel II encorajou o seu povo e toda a Comunidade britânica a enfrentarem corajosamente e unidos o desafio lançado pela epidemia do coronavírus.

Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, escreve, sobre Angola, onde a população tem dificuldades em acatar as recomendações contra o coronavírus vagueando pelos mercados, butiques e chafarizes de água em Luanda , apesar do estado de emergência e do recolher obrigatório em vigor  

É em Africa, o próximo foco do coronavírus, onde se aposta na cloroquina  medicamento antipaludismo muito utilizado durante 30 anos e que suscita esperança, acrescenta, LE MONDE. 

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