Acesso ao principal conteúdo
Imprensa Semanal

Coronavírus, crise economico-financeira e geopolítica mundial

Áudio 04:06
Coronavírus, crise económico-financeira e geopolítica mundial
Coronavírus, crise económico-financeira e geopolítica mundial © João Matos
Por: João Matos
8 min

Abrimos esta Imprensa Semanal, com o semanário JEUNE AFRIQUE, que faz a sua capa, com a Costa do Marfim, Guilaume Soro, pode voltar à ribalta? Simples deputado depois de ter sido presidente da Assembleia nacional está em plena travessia do deserto. A um ano  e meio das presidenciais, não está disposto a sair de cena. Soro acaba de ser condenado a 20 de anos de prisão por corrupão por um tribunal de Abidjan.

Publicidade

E mais, privado dos seus direitos cívicos durante um período de cinco anos. "É uma sentena que não nos comove de modo nenhum. Tudo não passa duma paródia que nos vem provar que o Estado de direito está definitivament enterrado pelo presidente Uatara, reagiu Guillaume Soro após a sua condenação. Ele indicou igualmente que se mantém na corrrida às eleições presidencias de outubro, escreve, JEUNE AFRIQUE.

Por seu lado, L'OBS, que faz a sua capa com o coronavírus e economia, dá a palavra ao intelectual camaronês, Achille Mbembe, historiador na Universidade de Joanesburgo,que conta a epidemia, que suscita medos, e suas esperanças duma reinvenção política.

Com base nos conhecimentos nos domínios de epidemiologia e virologia, o intelectual, acredita que o governo sul-africano está muito aberto à inicativa participativa,  esforça-se por consolidar a sua legimitidade e, reconfigura a instância de protecção de vidas de pessoas e tratamentos. Vê-se no horizonte uma reconciliação entre a economia e a vida, lá onde imperativos de crescimento e lucro excessivo tendiam a engolir o sector de cuidados de saúde, escreve Achille Mbembe.

Por cá na Europa, o mesmo L'OBS, destaca a Suécia, o estranho cocktail de Dr Tegnel. Fronteiras, escolas, bares abertos... apesar das críticas dos seus vizinhos a Suécia escolheu para lutar contra a pandemia uma estratégia original orquestrada pelo chefe dos epidemiologistas da Saúde Pública. 

E se os suecos tivessem razão?. Eles não adoptaram o confinamento geral. Em Estocolmo, a atmosfera reinante é diferente daquela de Paris,Londres ou Roma. Tudo está aberto, as fronteiras não foram encerradas. Não houve estado de emergência e menos ainda autorização de circulação ou recolher obrigatório. Resultado o número de vítimas é inferior aos de França ou Itália, a economia vai bem e com boas perspectivas.

Crise financeira e económica mundial

Por seu lado, L'EXPRESS, destaca crise financeira e económica, para o era o economista, Nicolas Baverez, fechar as fronteiras será um suicídio para a França. O economista recusa as acusações contra a globalização e sublinha que ou há uma refundação da Europa ou é o seu desmoronamento.

Esta crítica era inevitável mas é absurda. A crise que vivemos é única e sem precedentes por causa da sua violência e do seu carácter universal. Mas não é a globalização que a provocou, sublinha o economista.

Por seu lado, o demógrafo Todd, defende que não se pode sacrificar os jovens e os que produzem para salvar os velhos, acrescentando que há um risco de explosão social. O pessimismo de Todd, nao é novo. O que é novo é haver um úumero crescente de intelectuais e especialistas que predizem, como ele, um futuro negro, nota, L'EXPRESS.

Para COURRIER INTERNATIONAL, a China, país onde a epidemia começou coloca-se hoje como modelo de gestão da crise.  Mas, retomando a imprensa americana, a revista, acrescenta que  nestes tempos de pandemia mundial, está-se a exagerar o lugar da China no tabuleiro mundial.

Cada um por si, deverá no entanto beneficiar Trump como o próprio acredita. Um dos temas recorrentes nas contra utopias geopolíticas geradas pelo coronavírus é o do fim da dominação americana associada à ascenção da China. 

A mesma publicação, refere-se igualmente a Portugal, citando o Público,  escrevendo que temos um primeiro de maio para que se oiça a angústia crescente nas vésperas do desconfinamento que segue com incerteza. O dia internacional dos trabalhadores ilustra os seus constrangimentos impostos pela pandemia.

 

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.