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Revista de Imprensa

China no banco dos réus na assembleia anual por videoconferência da OMS

Áudio 04:03
China no banco dos réus na assembleia anual por vidioconferência da OMS
China no banco dos réus na assembleia anual por vidioconferência da OMS © Miguel Martins/RFI
Por: João Matos
9 min

Abrimos com LE MONDE, que titula, China no banco dos réus da  OMS. A Organização mundial da Saúde reuniu-se hoje em videoconferência na sua assembleia anual em plena pandemia.

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Uma centena de estados membros nomeadamente da União europeia reclamam a avaliação da gestão sanitária coordenada pela Organização Mundial da Saúde.

É um fracasso para Pequim, que queria evitar a instauração de um inquérito independente sobre o vírus e a menção do papel de Taiwan na crise. A demissão do Director geral da organização não deverá, no entanto, constar da agenda antes da pandemia mundial ser controlada. O acesso universal rápido e equitável a uma vacina deverá ser considerado como um bem público mundial, acrescenta, LE MONDE. 

Por seu lado, LE FIGARO, nota que o mundo paga caro as estratégias divergentes da pandemia, com o secretário geral da ONU, António Guterres, a lamentar e a criticar na abertura da Assembleia mundial os países que ignoraram as recomendações da OMS para responder à mesma pandemia.

Sobre medidas europeias, o Presidente francês, Macron e a chanceler alemã, Merkel apresentaram durante uma vidioconfêrencia uma iniciativa comum sobre a recuperação económica da Europa, nota, LE FIGARO.

Como acelerar a recuperação económica, é precisamente o título do jornal LA CROIX. O Estado, as empresas e os franceses terão todos um papel a desempenhar no relançamento da actividade económica ainda entravada pela luta contra o coronavírus. 

LIBÉRATION, titula, desconfinamento não é assim tão difícil. Enquanto uma parte da população recupera sua liberdade de circulação, uma outra parte mantém-se confinada, angustiada pelo Covid-19. Mas nem todos sao hipocondríacos, pois, este fim-de-semana foi um grande momento para muitos franceses entusiasmados nos parques, nas compras ou certas praias, apesar das máscaras e dum perímetro de circulação ainda limitado aos 100 metros em média.

A raiva social lança o seu desconfinamento, titula, L'HUMANITÉ. Dinheiro para os hospitais e não para o capital, das fabricas aos bairros populares, do privado ao público a crise sanitária alimentou o sentimento de revolta e a legitimidade  das reivindicações sociais. Com o fim progressivo da quarentena, a revolta tenta impor-se ao poder macronista que não pretende mudar, nota o jornal comunista.  

A nível político, LE FIGARO, destaca em título, esses deputados do partido presidencial República em marcha que desafiam Macron. São cerca de 20 deputados, da ala esquerda do partido que, desiludidos com a política de Macron, querem criar um novo grupo par a nflectir a linha do governo.

Este novo grupo parlamentar baptizado Ecologia, democracia, solidariedade, pode provocar uma perda da maioria absoluta na Assembelia nacional. Este período de confinamento terá dado razão ao grupo de deputados que há varios meses entrou em desacordo com a linha governamental e se mostrou descontente com a organização da maioria, acrescenta, LE FIGARO.

Morte de Michel Piccoli em França, sistema sanitário deficiente na RDC e imprensa maltratada no Egipto

No mundo do cinema, a morte de Michel Piccoli, antiestrela do cinema francês, escreve, LIBÉRATION. Monumento do cinema frances, o actor morreu a 12 de maio aos 94 anos anunciou hoje  a sua famiíia. Da sua longa carreira LIBÉRATION destaca sua performance nos filmes Desprezo, Coisas da Vida ou Habemos Papa. 

Sobre o continente africano, LE MONDE refere-se à RDC, a cobertura dos pacientes de Covid-19 confusa e também um desafio. Com infraestruturas sanitárias deficientes o país tem uma falta crónica de material médico. Por outro, os médicos devem lutar contra a incredulidade perante o coronavírus. Pedem-nos para gerirmos a crise mas não temos meios, deplora o médico, Aimé Babibanda. Na RDC a luta contra o covid-19 é complicada devido pois ao fraco equipamento sanitário mas também a uma população que recusa acreditar na realidade do vírus. 

Enfim, LA CROIX, dá relevo ao Egipto e a perseguição feita à imprensa livre. Lina Attalah, chefe de redacção do jornal online, Mada Masr foi ontem detida para ser solta horas depois num país que se torna uma autêntica prisao para jornalistas críticos ao marechal, Al Sissi. 

A jornalista foi detida às portas da prisão Tora, que acolhe vários prisioneiros políticos, quando tentava entrevistar Leila Soueif, mãe de um militante em greve de fome há mais de um mês protestando contra as condições de detenção nomeadamente após a propagação do coronavírus. A jornalista, Lina Attalah seria solta mais tarde depois de pagar uma caução, acrescenta, LA CROIX.

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