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Revista de Imprensa

Violência e racismo da polícia mas também de radicais de esquerda nos Estados Unidos

Áudio 03:46
Violência e racismo da polícia mas também de radicais de esquerda nos Estados Unidos
Violência e racismo da polícia mas também de radicais de esquerda nos Estados Unidos © MIGUEL MEDINA / AFP
Por: João Matos

Abrimos com LE MONDE que titula, Estados Unidos:  onda de protesto contra violência policial 5 dias depois da morte de George Floyd, afro-americano de 46 anos, quando foi preso por um polícia branco em Miniapolis, os protestos de violência nao páram.  

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Apesar do recolher obrigatório e mobilização da guarda nacional os motins continuaram não apenas no seio da comunidade negra mas na maioria das grandes cidades americanas mobilizando jovens contra o racismo a violência policial.

O agente da polícia que prendeu George Floyd, foi acusado perante a justiça por assassínio caracterizado e homicídio involuntário, nota, LE MONDE. 

Para l'HUMANITÉ, o último olhar de George Floyd é um espelho cruel ao rosto da América racista. Noites de motins e manifestações se sucedem, vozes se levantam reclamando posturas políticas contra um sistema que perpetua discriminações e injustiça social. 

A Casa Branca incrimina a esquerda radical, envia soldados da guarda nacional para responder à pilhagem, sem que consiga estancar a violência suscitada pelo assassínio de George Floyd. Manifestações gigantescas em todo o país exigindo justiça e denunciando a violência social e policial estrutural contra os negros, nota, L'HUMANITÉ. 

Por seu lado, LA CROIX, dá relevo,  a uma nova comissão de peritos para pensar o futuro da economia mundial. Emmanuel Macron, instalou uma comissão de 26 economistas franceses e internacionais para se debruçarem sobre 3 grandes desafios económicos mundiais no contexto pós-coronavírus, o clima, as desigualdades e a demografia, nota, LA CROIX. 

Europa quer acelerar o regresso dos turistas, titula, por sua vez, LE FIGARO. Os 27 preparam a reabertura das fronteiras no verão no seio do espaço Schengen. A Itália e a Espanha ou ainda a Grécia dependem disso grandemente? A perda da actividade poderia atingir pois 40 % no fim do ano.

Mas a situação é diferente entre os vários estados membros. Mas é um debate quando todos os estados europeus se preparam para o regresso normal da vida social  e sabe-se que o sector do turismo representava antes da epidemia  do coronavírus 10 % da riqueza produzida na União europeia, acrescenta, LE FIGARO. 

LIBÉRATION, fez o seu principal na sua edição de ponte de fim-de-semana e esta segunda feira ferido, com crise de Covid-19, os cientistas abananados. Querelas entre entre investigadores, relatórios ambivalentes com os políticos e a opinião pública, problemas de financimanto... a ciência corre o risco de sair enfraquecida desta epidemia.

Cientistas dizem tudo e o seu contrário sobre Covid-19

No seu editorial, intitulado tudo e o seu contrário, o director Laurent Joffrin, escreve que dois médicos numa mesma sala ou debatendo na televisão, está garantido que teremos três teorias diferentes.

É a conclusão que se pode tirar do desfile contínuo de professores, cientistas ou peritos quando são entrevistados pela imprensa ou na rádio e televisão durante esta crise do coronavírus.

É verdade que contradições sucessivas podem dar uma gripesinha hoje, como podem dar dentro de 3 semanas um perigo de doença importante, enfim máscaras inúteis que se tornam essenciais, ou a cloroquina poção mágica para uns, pó de perlimpinpin para outros, nota, o editorialista do LIBÉRATION   

Na política internacional, LE MONDE, destaca, que Trump escolheu guerra fria com Pequim. O Presidente americano vai assim lançar o processo de revogação de isenções comerciaids a Hong Kong por ter sido posto em causa o seu estatuto especial pelas autoridades chinesas.

Esta decisão terá um impacto em todos os acordos que temos com Hong Kong disse Trump que qualificou de tragédia para o povo de Hong Kong, para a China e para o mundo interiro, as agressões contra a autonomia concedida em 1997 pelas autoridades chinesas por ocasião da retrocessão do território à China pela coroa britânica. Uma autonomia de Hong Kong que devia vigorar  meio século, mas a China não cumpriu a sua promessa de um país dois sistemas querendo agora, um país um sistema, acrescentou, Trump.

Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, destaca Costa do Marfim, trabalhadores e comerciantes não vêem fronteiras. No norte do país, o trânsito com o Burkina Faso e o Mali continua clandestinamente sem respeito pelas restrições de deslocações anti-coronavírus. Esse trânsito escondido tem motivos económicos.

"Estamos de dizer que podemos fechar todas as fronteiras que quisermos mas as pessoas continuarão a partir", afirma, Florence Kim, porta-voz da Organização internacional de Migrações para as Áfricas ocidental e central, acrescenta, LE MONDE.

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