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Revista de Imprensa

Chefe de Estado Macron fala à nação no dia 14 de junho sobre saída de crise.

Áudio 04:12
Presidente francês, Macron, dirige-se à nação a 14 de junho sobre o equilíbrio entre a economia e crise sanitária
Presidente francês, Macron, dirige-se à nação a 14 de junho sobre o equilíbrio entre a economia e crise sanitária © PRS
Por: João Matos
9 min

Abrimos com LE MONDE a titular, como Macron prepara a saída de crise. Três meses depois de ter decidido colocar o país sob quaretena por causa da ameaça do coronavírus, o chefe de Estado fala à nação no dia 14 de junho. 

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Três meses depois de ter decidido colocar o país sob quarentena por causa da ameaça do coronavírus, o chefe de Estado fala à nação no dia 14 de junho. Para Emmanuel Macron, a prioridade vai para a urgência económica mais que urgência sanitária o que justifica uma passagem para uma nova etapa.

Se tem na mente impulsionar um relançamento ecológico e social, o chefe de Estado  não pretende mudar de direcção. A atractividade continua a estar no centro das suas preocupações. O presidente diz querer partilhar as responsabilidades com os parceiros sociais e eleitos locais para melhorar a distribuição de encargos e poderes. O Presidente quer ainda enviar uma mensagem aos jovens dos quais uma parte está mobilizada, contra o racismo e a violência policial, acrescenta, LE MONDE. 

Os custos faraónicos da crise sanitária para França, titula, LE FIGARO. O governo já mobilizou 460 mil milhões de euros de fundos públicos para apoiar a economia. Disparam em flecha o défice e a dívida da França.

Os ministros da Economia e das Contas Públicas tiveram que apresentar uma lei rectificativa das finanças para socorrer vários sectores, como o automóvel, o turismo e a aeronáutica. Isto quando a actividade económica sofrerá uma queda de 11% este ano, o défice público será de 11,4% e a dívida de 120%, o que nunca aconteceu em tempo de paz, nota, LE FIGARO. 

Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, as cidades que a esquerda quer. Após a razia azul de 2014 e o tsunami eleitoral de 2017 as formações de progresso querem acreditar na sua sorte em 2020 e trabalham no duro em certos municípios emblemáticos entre eles 5000, onde se quer uma votação organizada na segunda volta municipais de 28 de junho. Há um jogo de alianças em cidades nas mãos da direita, como Marselha, Estrasburgo ou Havre, nota, L'HUMANITÉ.

Racismo, queda de estátuas e África que gere bem coronavírus

A nível internacional, LIBÉRATION, titula, racismo, a queda de símbolos. Dos Estados Unidos à Bélgica, estátuas herdadas dum passado esclavagista ou colonial são atacadas. A onda mundial de contestação antiracista relança o debate sobre a presença desses símbolos no espaço público. "Ele vai mudar o mundo", dizia na terça-feira no seu elogio fúnebre o irmão de George Floyd. A profundidade e perenidade desta mudança continuam a ser incógnitas. 

Por cá, em França, o tom é de negação, afirmou a investigadora, Maboula Soumahoro, acrescenta, LIBÉRATION.

Ainda sobre os Estados Unidos, LE MONDE, escreve que Trump está em mãos lençóis. Em queda livre nas sondagens, o presidente, aposta na recuperação económica, para voltar à ribalta. Segundo um um grupo de sondagens a taxa de aprovação de Trump caiu de 47% parqa 42% entre março e maio. Mas Trump estava à espera impaciente para o momento que vem aí, dos comícios políticos, estando no dia 19 de junho em Tulsa, no Oklahoma onde espera galvanizar a sua base eleitoral, nota, LE MONDE. 

Sobre a África, LA CROIX, titula, coronavírus, a excepção africana. Até agora, o continente foi relativamente poupado pela pandemia. Várias hipóteses poderiam explicar esta situação encorajadora. As instituições souberam mobilizar-se antes dos primeiros casos de covid-19 no continente em fins de fevereiro.

O Centro para o controlo e a prevenção das doenças, CDC, da União africana, activou logo no dia 27 de janeiro, a sua estrutura de operações de emergência e o Sistema de gestão de incidentes, que informaram e mobilizaram os estados membros africanos, elaborando nomeadamente uma estratégia de luta contra a propagação do vírus.

A África, contou igualmente com a mobilização de ONG's e os seus parceiros importantes, como a China, União europeia e a Organização mundial da Saúde, OMS, acrescenta, LA CROIX. 

A terminar, uma nota literária, com o suplemento cultural do vesperitno LE MONDE, a destacar o livro Água doce do nigeriano Akwaeke Emezi, cuja personagem principal e singular anda à procura do seu eu, mas os espíritos que narram a sua história não estão para ajudá-lo.

É o primeiro romance do nigeriano que saiu em 2018 e bem recebido pela crítica literária nos Estados Unidos. Emezi, que nasceu na Nigéria, em 1987, de pai nigeriano e mãe da Malásia define-se como negro transsexual, não binário e múltiplo. 

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