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Revista de Imprensa

Macron apela franceses a trabalhar e produzir mais para reconstruir economia nacional

Áudio 04:24
Macron apela franceses a trabalhar e produzir mais para reconstruir economia nacional
Macron apela franceses a trabalhar e produzir mais para reconstruir economia nacional © MIGUEL MEDINA / AFP
Por: João Matos
9 min

Abrimos com LE MONDE, que titula, Macron: trabalhar e produzir mais. Emmanuel Macron, anunciou ontem uma aceleração das medidas de desconfinamento e defendeu a gestão da crise pelo executivo. 

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Todas as escolas primárias e preparatórias ao secundário ou jardins infantis reabrem as portas no dia 22 do corrente mês. Os bares e restaurantes da região de Ilha-de-França estão autorizados a retomar completamente a actividade normal.

Tendo em conta a recessão teremos que trabalhar mais e produzir mais, considerou o Presidente da República, apelando à reconstrução da economia. O chefe de Estado, afirmou querer lutar contra as discriminações, mas alertou para os separatistas recusando demolir estátuas. O Presidente esboçou ainda novas orientações do resto do seu mandato, sem enunciar propostas concretas, acrescenta, LE MONDE. 

Luz verde para França, Macron, traça um novo caminho, titula, LE FIGARO.  A fim de relançar uma economia de joelhos devido à crise sanitária relacionada com o coronavírus, Emmanuel  Macron, anunciou reabertura dos cafés e restaurantes em todo o território. Apenas os territórios de Mayotte e Guiana, onde o vírus continua a circular permanecem sob quarentena. Em julho, o presidente dará mais detalhes sobre este novo caminho a seguir, nota, LE FIGARO.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Macron felicita Macron. Quando toda a França está fora de quarentena, o chefe de Estado saudou a gestão da crise pelo seu governo e marca novo encontro para julho para dar os detalhes da reconstrução económica, solidária e ecológica. 

Macron, confinado nas suas certezas, pertence ao jornal L'HUMANITÉ. O Presidente anuncia que há que trabalhar e produzir mais, sem nenhuma auto-crítica sobre a gestão da crise e sem uma palavra de empatia para com os jovens. 

Para LA CROIX, é o esboço duma nova direcção, com o Presidente a apelar os franceses a perspectivar o futuro corajosamente tendo em conta os desafios históricos. A vida retoma o seu curso normal em França, continua o jornal no seu editoral intitulado reconstrução: com as fronteiras abertas com os vizinhos, escolas reabertas, o Presidente Macron, preparou os franceses ontem à noite na sua intervenção na rádio e televisão para novos tempos difíceis procurando mobilizá-los para desafios históricos em que se tem de reconstruir a economia nacional, sublinha, LA CROIX, no seu editorial. 

Plano de recuperação a favor de uma outra Europa

No internacional, LE MONDE, destaca um plano a favor de uma outra Europa. Os dirigentes europeus reunem-se a 19 de junho para debater o ambicioso plano de recuperaração proposto pela comissão eirupeia. Dívida comum, solidariedade, política industrial... o que projecta a União para um projecto mais federal, irritando numerosos países membros.

Ficará talvez na História que a pandemia do covid-19 permitiu a uma  Europa anémica reinventar-se. Enfraquecida por uma sucessão de crises, como zona euro, imgração ou Brexit, a Europa sairá da pior recessão que enfrenta nos últimos 100 anos, passando a ser mais federal mais inclusiva e mais solidária, acrescenta, LE MONDE. 

Por seu lado, LE FIGARO, dá relevo a Hong Kong, o movimento democrático, na encruzilhada.  Um ano depois das manifestações gigantescas contra a hegemonia da China, militantes anti-Pequim receiam ser amordaçados pela nova lei de segurança nacional imposta por Xi Jinping e interrogam-se sobre a estratégia a seguir. A aprovação autoritária da lei com Pequim a contornar o sistema legislativo de Hong Kong, quase autónomo, apanhou de surpresa os estrategos do movimento que ficaram desorientados não sabendo que rumo tomar, nota, LE FIGARO. 

Enfim,  em relação ao continente africano, LIBÉRATION, cita o investigador, François Graner, a dizer que o que sabemos da França já é explosivo. Para manter Ruanda na esfera de influência francesa,um pequeno punhado de decisores apoiaram com conhecimento de causa um regime que cometeu genocídio.

É ser cúmplice de genocídio e enunciar uma tal acusação já é vertiginoso, reagiu na entrevista ao LIBÉRATION, o investigador Graner, sobre a decisão do Supremo tribunal administrativo que lhe dá acesso aos arquivos de François Mitterrand sobre a política francesa no Ruanda, onde teve lugar em 1994 um genocídio contra a minoria tutsie, que fez 1 milhão de mortos. 

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