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Austrália sofre ciberataques de actor desconhecido mas a China é principal suspeita

Primeiro ministro da Austrália, Scott Morrison, denuncia cibertaque contra o seu país
Primeiro ministro da Austrália, Scott Morrison, denuncia cibertaque contra o seu país REUTERS - Loren Elliott
Texto por: RFI
4 min

Organizações australianas dos vários sectores da vida política, económica ou social são alvo de cibertaques por um "actor estatal". Informação dada pelo primeiro ministro australiano, sem fornecer mais pormenores sobre esse actor estatal, mas segundo meios da comunicação social australianos, a China estaria na primeira linha dos países suspeitos.  

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O primeiro ministro australiano, Scott Morrison, afirmou durante uma conferência de imprensa, na capital, Camberra, que o país está a ser alvo de ciber ataques de um "actor estatal" sem precisar detalhes.

"Organizações australianas são actualmente visadas por um ciber-ataque estatal sofisticado", disse o primeiro ministro australiano.

Segundo Scott Morrison esssa actividades tem como alvo organizações australianas em toda uma gama de sectores, a todos os níveis do governo, da economia, organizações políticas, serviços de saúde e outros operadores de infraestruturas estratégicas". 

Os meios de comunciação social australianos fazem referência a uma lista muito restrita dos suspeitos, como Estados, excluindo países ocidentais, com capacidade tecnológica para levar a cabo ciber-ataques, a saber China, Coreia do Norte, Irão, Israel ou Rússia.

Fortes suspeitas recaem mais na China

As suspeitas recaem mais na China, que infligiu em maio taxas alfandegárias punitivas contra certas exportações australianas.

A televisão ABC citou "fontes altamente seguras" confirmando que a China estaria por trás desses ataques.

Mas o porta-voz do ministério chinês dos Negócios estrangeiros, Zhao Lijian, garantiu esta sexta-feira que o seu país é um "defensor acérrimo da cibersegurança, que sempre esteve contra todas as formas de ciber-ataques". 

Por outro lado, os serviços australianos de informações e de segurança eletrónica o ataque foi concebido de maneira a não poder determinar a sua origem. 

Para tal, os autores utilizaram softwares de cibertaque que já existem  no Dark Web e livremente acessíveis, acrescentaram os serviços australianos de informações.

De notar que recentemente, o governo australiano provocou a ira de Pequim ao pedir uma inquérito internacional independente sobre as origens da pandemia do coronavírus e denuncou uma diplomacia chinesa agressiva e desonesta.

Pequim, replicou desaconselhando aos seus cidadãos a visitar a Austrália como destino turístico ou para estudar, ameaçando com outras represálias ou condenado um australiano à morte por tráfico de drogas.

Austrália alvo de ciberataque de “entidade estatal”

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