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Imprensa Semanal

Novo escândalo de escutas telefónicas em França e dúvidas sobre a Justiça

Áudio 04:14
Imprensa Semanal destaca escutas telefónicas em França
Imprensa Semanal destaca escutas telefónicas em França © João Matos
Por: João Matos
9 min

Abrimos esta Imprensa semanal, com LE POINT, que destaca em capa o novo escândalo de escutas telefónicas em França, suspeições da imparcialidade da justiça e um ex-Presidente Sarkozy acusado injustamente. 

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Tudo foi passado a pente fino desde janeiro de 2014, facturas, emails, telefonemas, personalidades da justiça, à procura de um putativo informador do ex-Presidente Sarkozy.

O Supremo Tribunal validou mesmo as escutas telefónicas entre o Presidente Nicolas Sarkozy e o seu advogado a 22 de março de 2016, depois de muitas peripécias que passaram inclusivamente por uma adjunta do procurador da República para a área financeira, Atiane Amson, que a 5 de março de 2014, ordenou um inquérito preliminar por violação de segredo profissional. 

Nesse meio tempo a 1 de julho de 2014, o ex-presidente Sarkozy era acusado de corrupção e tráfico de influência, assim como o seu advogado Thierry Herzog e Gilbert Azibert, magistrado no mesmo Supremo Tribunal. O que ficou conhecido por escândalo Paul Bismuth, nome fictício, resume-se no facto de Sarkozy querer intervir para ajudar o magistrado Gilbert Azibert a ter uma promoção para o cargo de procurador da República, para o Mónaco.

Foram portanto investigações durante dois anos, para no fim o ministério público financeiro mandar arquivar todo o processo em dezembro de 2019, porque o informador sarkozista não pôde ser identificado e que portanto não havia matéria que provasse que o advogado Thierry Herzog do ex-presidente Sarkozy tivesse descoberto que ele e o seu constituinte estavam sob escuta, nota, LE POINT, que analisa igualmente outro escândalo que lança dúvidas sobre a imparcialidade da justiça no caso de acusações de corrupção contra o ex-primeiro ministro, François Fillon.     

Brasil, uma gripezinha, grande crise. Populismo, cloroquina e frivolidades.

Ainda o mesmo LE POINT, refere-se ao Brasil, uma gripezinha para uma grande crise. Populismo, cloroquina e frivolidades... como o Covid mergulhou o Brasil de Bolsonaro na tormenta. O cemitério de Manaus, na Amazónia brasileira cresce cada vez mais.

No começo de março, o presidente Bolsonaro, gozava com a gripezinha. Quando desesperado com tantas valas comuns, o presidente da câmara municipal local pediu ajuda, Bolsonaro, em pleno conselho de ministros, respondeu, chamando-lhe um incapaz, que exagerava no número de mortros. Resultado, com o tempo, hoje o Brasil conta com mais de 1 milhão de casos confirmados de Covid-19 e mais de 50 mil mortos, nota, LE POINT.

L'OBS, dedica a sua capa a 3 destemidas, Angela Merkel, Ursula Von der Leyen e Christine Lagarde, como lançam a Europa. Mas o mesmo semanário destaca igualmente estatísticas étnicas e a necessidade de haver uma fotografia da diversidade. A ensaísta Barbara Lefebvre não vê no entanto com bons olhos esta questão porque só vai beneficiar os fanáticos.

A capa do L'EXPRESS, é um holograma de Putin, o espião hacker que nos vigia e revelações sobre a ciberguerra russa em França. Entre Moscovo e Paris está lançada a ciberguerra. Ataques e contra ataques informáticos, sanções, ciberespaço, um autêntico Far West.

Por seu lado, COURRIER INTERNATIONAL, faz a sua capa com Digital todo poderoso. Teletrabalho, telemedicina, ensino à distancia, a Net invade o nosso dia-a-dia. Não deixemos os GAFA, Google, Amazon, Facebook e Apple, controlar nossas vidas, é o grito de socorro da intelectual Naomi Klein, activista antiglobalização e militante contra o aquecimento global, num artigo retomado das publicações The Intercept e The Guardian. 

Sobre a África, o mesmo COURRIER INTERNATIONAL, dá relevo à crise política na Etiópia, com um primeiro ministro cada vez mais désposta. Oficialmente as eleições legislativas e regionais  foram adiadas por causa da epidemia do coronavírus, mas para um antigo membro do partido no poder, o primeiro ministro Abiy Ahmed, cada vez mais autoritário alimenta o culto da personalidade e aspira ser o grande homem do pais a qualquer preço se necessário fugindo ao quadro da legalidade, acrescenta, COURRIER INTERNATIONAL, citando, The Conversation.

O magazine JEUNE AFRIQUE, anuncia Macron na Mauritânia no dia 3 0de junho para a cimeira do G5 Sahel. Estará em Nouakchott para a análise da situação sobre a luta antijiadista na região, onde estão instalados mais de 5 000 soldados franceses.

Esta conferência do G5 Sahel na capital mauritaniana surge seis meses depois da cimeira de Pau no sudoeste da França onde se decidiu pela intensificação da luta antijiadista num contexto  de degradação generalizada da situação de segurança nos países sahelianos, nota, JEUNE AFRIQUE.

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