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Revista de Imprensa

Ecologia tornou-se uma força de primeiro plano nas eleições municipais em França

Áudio 04:13
Ecologia tornou-se uma força de primeiro plano nas eleições municipais em França
Ecologia tornou-se uma força de primeiro plano nas eleições municipais em França © Siegfried Forster / RFI
Por: João Matos

Abrimos com LE MONDE que titula, investida dos ecologistas nas  cidades, Macron propoe referendos. O presidente disse estar aberto a consultar os franceses sobre temas como a urgência do clima, organizando referendos este ano e em 2021. 

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A ecologia tornou-se uma força de primeiro plano nas grandes cidades de França.

Esta segunda voltas das municipais de ontem ficou igualmente marcada por uma grande abstenção, que deverá atingir os 59%,ou seja quatro pontos a mais daquela da primeira volta de 15 de março e mais de 20 pontos em relação à segunfda volta das municipais de de 2014, nota LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, a onda avassaladora ecológica ressuscita a esquerda. Tendo uma abstenção histórica a segunda volta é marcada pelo despertar da esquerda liderada pelos ecologistas que ganharam nomeadamente em Lyon, Bensançon, Tours e Poitiers.

No dia seguinte a esta segunda volta o presidente Macron recebeu 150 cidadãos escolhidos por sorteio para definir novas propostas em matéria de ecologia. Mas pode uma covenção cidadã para o clima representar os franceses?, pergunta duvidando LE FIGARO.

Para LIBÉRATION, o título é municipais, ecologia em marcha. Lyon, Estrasburgo, Bordéus, apesar duma abstenção de massa os ecologistas aliados à esquerda instalam-se em força nos poltrões de câmaras municipais, retirando das mãos macronistas o facho da renovação política, nota, LIBÉRATION.

A Macronia apanhou com um gancho esquerdo nas trombas, relança, L'HUMANITÉ. Após esta segunda volta, a estratégia de implantação local é um fracaso total do partido do presidente Macron,  vítima da impopularidade. Um dia difícil para Macron, mas que hoje tentou fazer diversão, não compreendendo o descalabro do seu partido e a bela vitória da esquerda que recuperou grandes cidades como Marselhao, Lyon ou Montpellier, nota L'HUMANITÉ

Por seu lado, LA CROIX, titula, entrada em força verde. Segunda volta marcada por uma grande abstenção e a vitória dos ecologistas em várias cidades. No seu editorial, o mesmo jornal, escreve que nas grandes cidades numerosos franceses em todo o caso aspiram a uma viragem ecológica a onda verde é um facto em  Lyon, Bordéus, Estrasburgo, Besançon, Tours, Poitiers…

Todas que vão ser dirigidas nos próximos 6 meses por presidentes de câmara ecologistas. Politicamente esta investida de ecologistas é espectacular, quando se sabe que a Europa-Ecologia e os Vedes não esteve em condições de apresentar um candidato nas eleições presidenciais de 2017, nota LA CROIX no seu editorial. 

No internacional, LE MONDE destaca Polónia e Duda que está largamente à frente da primeira volta das eleições presidenciais de ontem. Andrezej Duda,  candidato do partido nacional conservador, Direito e justiça, terá conseguido atingir um objectivo bem maior ao que predisseram as sondagens, ficando com 45,2% dos votos segundo a comissão nacional eleitoral.

Em segunda posição ficou o liberal  Rafal Trzaskawsokvi, centro direita, obteve 28,9% aquém da barreira simbólica esperada pela sua campanha indispensável para uma potencial vitória na segunda vota do dia 12 de julho, nota, LE MONDE. 

Em relação à África LE MONDE destaca o Sahel, novo campo de batalha da guerra entre os jiadistas. Al Qaeda e a organização estado islâmico defrontam-se para afirmar a sua preeminência mundial. O tempo da tolerância ficou para trás. Desde o começo do ano o Sahel tornou-se palco de uma geurra entre duas filiais locais  do jiadismo.

Entre estes dois grandes grupos jiadistas no Sahel há seis meses que os anos de coexistência pacífica se transformaram em confrontos directos. E se há uma disputa local ela é também mundial com uma rivalidade mundial crescente entre as duas casas mãe. São confrontos na fronteira entre o Níger, e Burkina Faso, mas também no Mali com ambas as organizações a dizer que a guerra vai continuar, acrescenta, LE MONDE. 

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