Acesso ao principal conteúdo
Revista de Imprensa

Elisabeth Moreno, ministra delegada francesa no parlamento francês para responder a deputados

Áudio 04:10
Elisabeth Moreno, ministra delegada francesa no parlamento francês para responder a deputados
Elisabeth Moreno, ministra delegada francesa no parlamento francês para responder a deputados © MIGUEL MEDINA / AFP
Por: João Matos

Abrimos com LE MONDE A titular, Macron reforça controlo de ministros chave. Vários nomes de círculos próximos de Emmanuel Macron foram nomeados para funções chave de ministérios estratégicos.  

Publicidade

Vários nomes próximos de Emmanuel Macron forma nomeados para funções chave de ministérios estratégicos. A direcção de gabinetes e e outros postos importantes junto do primeiro ministro são ocupados por transfugas do Palácio do Eliseu.

Nos ministérios do Interior e da Justiça, vários membros de gabinetes foram recrutados  nos círculos do Eliseu. Educação, saúde, clima, relançamento, são alguns dos pontos fortes do novo governo que ainda quer avançar rapidamente já no verão com o dossiê escaldante da reforma da aposentadoria, acrescenta, LE MONDE. 

Por seu lado LIBÉRATION, num trocadilho, bricando com a língua e a remodelação , titula, começou mal para o homem. Um é ministro da Justiça, Eric Dupond-Moretti, crítico do movimento feminista MeToo e outro, Gérald Darmanin, ministro do Interior, investigado por violação sexual de que é acusado por militantes feministas, que denunciaram frente a esses ministérios o seu descontentamento contra a presença dos dois nomes neste governo.

Em entrevista ao LIBÉRATION, Pauline Baron, coordenadora do colectivo, NousToutes, reage por sua vez à nomeação de Elisabeth Moreno, ministra delegada para a Igualdade entre homens e mulheres, dizendo que não querem criticá-la quando ainda mal chegou às funções. Mas nada de ilusões porque no passado não tiveram apoios por altura do dia mundial das mulheres, tão pouco em matéria de violência doméstica e ataques sexistas, sabendo que em 2019, 93 000 mulheres foram violadas ou sofreram tentativas de violação, pelo que se não houver orçamento consequente o balanço será o mesmo este ano.

A mesma ministra delegada Moreno, figurava na versão online do jornal LE FIGARO, questionada no parlamento pela deputada, Gisèle Biémouret, que queria saber se para lá da questão de comunicação, marca do presidente da República, se ela ia reatar relações com as associações feministas e se terá orçamento à altura para lutar contra a violência sexual? 

Elisabeth Moreno, começou por dizer ser uma honra estar no parlamento, e que era extraordinário, porque tinha por hábito ver os deputados na televisão, mas na vida real eram muito mais bonitos e belas.   

Elisabeth Moreno, disse ser uma honra estar no parlamento para responder a questões de deputados

"Como sabem não sou uma mulher política e nunca equacionei esta hipótese até ao momento em que o primeiro ministro me explicou porque é que tinha chegado o momento. Há compromissos que não vêm do cérebro mas do coração e porque sou mulher e mãe e cresci num bairro social, sei que a emancipação económica é a base para se sair da pobreza e da miséria e ser considerada." 

"Porque só tenho dois minutos vou acrescentar que não teria deixado o meu emprego na África do sul, onde ainda ficaram o meu marido e minha filha, se o primeiro ministro e o presidente da República, [que começou por chamar senhora, provocando sorrisos], não me tivessem garantido que a causa da igualdade permanecerá a ser uma grande causa", acrescentou a ministra delegada Moreno, de origem caboverdiana, citada pelo FIGARO.

Para L'HUMANITÉ a grande causa dos direitos das mulheres foi enterrada, devido à nomeação do ministro do Interior acusado de violação sexual. 

LE FIGARO na versão impressa, titulou, Governo Castex: Macron procura o seu caminho à direita, apostando mais em 5 ministros desse quadrante, da economia e finanças, do interior, da justiça, da cultura e da transformação ecológica,mais do que em personalidades do seu próprio partido.

Enfim, LA CROIX, pergunta, se a França deve pedir desculpas à Argélia, pelo passado colonial, quando aquele país africano, comemorou no dia 5 de julho, o seu 58° aniversário de independência nacional. O escritor Naoufel El Mili, especialista das relações franco-argelinas, pensa que pedindo desculpas Paris estaria apaziguar a opinião públcia argelina.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.