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Imprensa Semanal

Novo governo para lançar Macron na corrida às presidenciais em França

Áudio 04:00
Semanários de 10 de julho de 2020
Semanários de 10 de julho de 2020 © joao matos
Por: João Matos

Abrimos esta Imprensa semanal, com LE POINT, que faz a sua capa perguntando, acabou as asneiras? Macron, Castex e ambiente de demagogia. Ao propulsar para primeiro ministro, Jean Castex, o presidente Macron espera relançar o resto do seu mandato de 5 anos. 

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Até à sua nomeação, Jean Castex, era o senhor desconfinamento do coronavírus, um ilustre desconhecido, um provinciano, que suscitou gozo e desprezo nos palácios dourados da República. No plano estratégico, Macron, pretende deixar de dinamitar a direita estando sem dúvida em vias de obter a sua qualificação à segunda volta das eleições presidencias dentro de 2 anos, nota, LE POINT.  

Também L'OBS, destaca o que chama, operação 2022. Um novo primeiro ministro, algumas nomeações supresa e está apontada a rota. É o plano de batalha de Emmanuel Macron para as presidenciais. O perfil do novo primeiro ministro traduz claramente a intenção de Macron.

Nomeando, Castex, um alto funcionário do Estado sem capital político, Macron dá a volta por cima como afirma um antigo ministro recuperando um antigo do ex-presidente Sarkozy, prosseguindo assim a sua vontade de continuar a saquear a direita.

Para L'EXPRESS, Macron: o estado sou eu! Emmanuel Macron não esqueceu as reacções que provocou no coração do sistema ao declarar a 13 de abril a data do desconfinamento. "Ele decide sozinho! É louco", dizem em coro os prudentes. Macron, pelo contrário afirma que teve razão contra todo o mundo. O Estado é o Presidente, mas também Jean Castex, e Macron, nao tardará a reconhecer isso dizem os conhecedores do primeiro ministro, que aplica as ordens, mas tem também a sua prÿpria opinião, sublinha, L'EXPRESS.

Epidemia de Covid-19 fulminou as nossas sociedades

Mudando de assunto, COURRIER INTERNATIONAL, pergunta em capa se ainda sabemos dar confiança? A epidemia de Covid-19 fulminou as nossas sociedades, ávidas de minimizar os riscos e de maximizar o controlo e a segurança.  Nestes tempos de incertezas, confiar nos plíticos, nos peritos e ainda nos cidadãos, não é coisa fácil. Mas o que é confiança? Em condições surge ou desaparece? A vida na comunidade é possível sem uma confiança partilha? Questões que o semanário alemão Die Zeit, tenta responder, citado por COURRIER INTERNATIONAL.

O vírus pôs o mundo de joelhos num espaço de três meses obrigando-nos a ter de dar confiança a virologistas, a políticos, cujas decisões têm uma incidência directa, concreta e sem precedentes na existência duma multidão de gentes. E somos obrigados a fazer confiança aos nossos semelhantes para se respeitar o distanciamento social, nota, COURRIER INTERNATIONAL, citando o semanário alemão.

Mahmoud Dicko, o imã que desafia presidente Ibrahim Boubacar 

Da Europa para o continente africano, a mesma publicação francesa, dá relevo ao Mali, Mahmoud Dicko, o imã que desafia o presidente Ibrahim Boubacar, IBK, retomando um artigo do jornal suíço, Le Temps. Homem de rigor, está na origem das últimas manifestações contra o poder. As suas ambições presidenciais podem ser motor duma destabilização do país, vítima do terrorismo. O presidente, IBK não conseguei restaurar a autoridade do estado em todo o território, apesar do apoio das forças francesas e dos capates azuis da ONU, o seu exército continua a ser fustigado por ataques jiadistas.

L'EXPRESS, por seu lado, destaca Costa do Marfim, filhos incógnitos da França colonial querem ser reconhecidos. Milhares de filhas e filhos de colonos e africanas foram retiradas às suas mães e postas em orfanatos. Na altura era inconcebível que um branco ficasse com uma criança concebida com uma africana.  Henriette tinha 16 anos quando Olivier Reinach, um dos grandes plantadores de café e cacau da colónia da Costa do marfim pede ao irmão mais velho da jovem negra para a deixar trabalhar com ele.

Nessa altura, mulheres como minha mãe serviam para passar o tempo, resume, Jeanne, nascida dessa relação. Jeanne amargurada diz que a França não fez nada por essas crianças como ela filhas de colonos franceses, acrescentando ter fé que um dia há-de até Savóia, em França para admirar, o seu mar ou visitar os casarões do seu avô proprietário;

O seu pai, Olivier Reinach, agrónomo, chegou à plantação em 1930 na Costa do Marfim. Era duma família de judeus ricos, intelectuais de esquerda que tinham sido perseguidos pelos nazis. O ilustre avô de Jeanne, Théodore Reinach, era deputado de Savóia e membro do  Instituto de França. A menina nunca soube nada disso. Ela vinha passar um fim de semana com a sua familia francesa, mas devia esconder-se quando os amigos da familia iam à casa para jogar bridge. Aos 8 anos Jeanne era enviada par um orfanato e pouco a pouco perdeu o contacto com os Reinach, acrescenta, L'EXPRESS.

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