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Crise do coronavírus revelou asfixia administrativa da França que tem de mudar de paradigma

Áudio 04:57
Crise do coronavírus revelou asfixia administrativa da França que tem de mudar de paradigma
Crise do coronavírus revelou asfixia administrativa da França que tem de mudar de paradigma © João Matos
Por: João Matos
10 min

Abrimos esta Imprensa Semanal com LE POINT, que faz a sua capa com a pergunta, Macron e Castex vão continuar a chatear os franceses? O que já não pode continuar a ser decidido em Paris. viagem de navegadores portugueses como Bartolomeu Dias, o primeiro europeu que contornou a África do sul.   

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Abrimos esta Imprensa Semanal com LE POINT, que faz a sua capa com a pergunta, Macron e Castex vão continuar a chatear os franceses? O que já não pode continuar a ser decidido em Paris. A crise do coronavírus revelou a asfixia administrativa de que sofre a França. Os franceses têm uma necessidade quase antropológica de potência pública. Se uma mudança de paradigma é necessária, terá de ser acompanhada ao longo do tempo, teroriza a nova ministra da Transformação e da Função Pública, encarregada de verificar no terreno se as reformas votadas são aplicadas, nota, LE POINT. 

Mudando de assunto é ainda LE POINT que destaca  viagem de navegadores portugueses como Bartolomeu Dias, o primeiro europeu que contornou a África do sul. O navegador português erigiu em março de 1488 o primeiro padrão no Cabo da Boa Esperança  testemunhando o ponto mais extremo que contornou, daí  a marca da coluna de pedra com as armas portuguesas, uma inscrição, a cruz e no topo as quinas portuguesas. Era o símbolo cristão da tomada de possessão.

No começo sob o impulso de Dom Henriques, o Navegador, Portugal queria conhecer uma África que acreditava rica em homens e mercadorias mas que se pensava ser muito mais pequena. Os portugueses lançaram a travessia por etapas, primeiro Marrocos com a conquista de Ceuta em 1415 e sob o reinado de Dom João II, depois os objectivos foram mais ambiciosos  indo à descoberta da India.

Nesse meio tempo, Diogo Cão chegou ao Gana em 1480, rumou para o Zaire e a seguir Angola onde erigiu padrões testemunho da nova ambição dos descobrimentos. Bartolomeu Dias, continuou seguindo para baixo contornando o Cabo da Boa esperança, entretanto como tinha que abastecer regressou a Angola para antes desembarcar no penedo das fontes onde havia água fresca.

Navegadores portugueses, como Vasco da Gama e Bartolomeu Dias na imprensa francesa

Nesta série das grandes descobertas, LE POINT, dá uma pincelada por outros navegadores portugueses, como Vasco da Gama e os seus homens que em 1497 passaram momentos difíceis com o povo khois, um ramo dos bosquímanos,  antes de atravessar o Cabo da Boa esperança rumo à India ou ainda o navegador Pedro Ávares Cabral que fez travessia idêntica para em 1500 descobrir acidentalmente o Brasil.     

L'EXPRESS, por seu lado, deseja em capa boa sorte à Ministra da Cultura, Bachelot. Devastado pela Covid o mundo da Cultura está cambalear, mesmo exangue. Entre lobbies e necessidades reais, a boa imagem internacional e a igualdade territorial, elaborar um plano de recuperação não é tarefa fácil. Cultura em perigo, são três palavras negras de toda uma página de um vespertino. Na origem deste grito de socorro está a Fesac, federação das empresas do espectáculo, que resume o clima de ansiedade de todos os actores do mundo da cultural que depois de 4 meses de paralização do sector por causa da covid, estão todos esgotados, sublinha, L'EXPRESS.

Por seu lado, titula em capa, L'OBS, titula viva a velorução, vivemos um fenómeno cidadão. Nas cidades os carros são trocados por bicicletas. E nesta primavera houve um aumento de 29% de ciclistas. Adaptada para passeios e para ir ao trabalho, a bicicleta transformou-se numa nova arte de vida mais respeitável do meio ambiente e da saúde, nota, L'OBS. 

COURRIER INTERNATIONAL, pergunta em capa e se mudássemos de vida? Desta vez está decidido, vou para a casa do campo. Esta frase é ouvida frequentemente nos círculos de amigos, familiares ou colegas no momento do confinamento. Certos já mudaram da cidade para o campo, não se conhece o número que deu o salto mas é um fenómenos mundial. No Japão, nos Estado Unidos, em França e noutras paragens da Europa, há cada vez mais citadinos que sonham com isso e estão a tentar obter meios para tal.  

Enfim, a JEUNE AFRIQUE on-line, refere-se a Facebook e como se instalou na Net africana. Nos últimos 5 anos, a rede social de Mark Zuckerberg construiu e investiu num leque de activos dedicadas à conectividade do continente.

Nos mercados onde a penetração é fraca, Mark Zuckerberg, tem uma fixação que é tudo fazer para que os conteúdos que difunde sejam consultáveis rapidamente, sem cortes e lentidão. Ao longo dos anos o que não passava duma rede social on-line transformou-se num grande proprietário de infraestruturas da Net. É pelo menos o caso em África onde 24 % da população não tem contrato de Internet móvel e onde o gigante de Menlo Park investiu em 5 anos várias centenas de milhões de dólares nos projectos ligados à conectividade, nota, a JEUNE AFRIQUE.

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