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Hong Kong

Polícia chinesa de Hong Kong quer prender 6 militantes pró-democracia a viver no estrangeiro

Polícia chinesa de Hong Kong emitiu mandados de captura contra 6 militantes pró-democracia que vivem no estrangeiro
Polícia chinesa de Hong Kong emitiu mandados de captura contra 6 militantes pró-democracia que vivem no estrangeiro AFP/File
Texto por: RFI
2 min

As autoridades policiais de Hong Kong decidiram emitir mandados de captura contra 6 militantes pró-democracia do pequeno território autónomo, que vivem no estrangeiro, nomeadamente, Samuel Chu, que tem nacionalidade americana e que dirige o Conselho de democracia de Hong Kong em Washington. A polícia alega que violaram a lei de segurança chinesa que entrou recentemente em vigor em Hong Kong, que foi no passado administrado pelo Reino Unido, mas que passou a pertencer à China.

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Os mandados de captura lançados por Hong Kong contra militantes no estrangeiro mostram que o exílio e a nacionalidade estrangeira não constituem uma protecção contra a controversa lei de segurança nacional chinesa recentemente adoptada e aplicada naquele território autónomo.

Samuel Chu, militante pró-democracia e cidadão americano, que dirige o Conselho de democracia de Hong Kong em Washington, afirmou ontem ter tomado conhecimento que estava a ser procurado por ter pretensamente "incitado à secessão e à espionagem com potências estrangeiras".

Os meios de comunicação do Estado chinês, indicaram antes que a polícia tinha ordenado a prisão de 6 militantes pró-democracia que vivem no exílio suspeitos de terem violado a lei de segurança.

"A polícia de Hong Kong tem na pista um cidadão americano para fazer pressão sobre o meu próprio governo. Eu sou talvez o primeiro cidadão não chinês a ser visado mas não serei o último", reagiu na sua conta Twitter, Samuel Chu.

Primeira vez que as autoridades invocam competência extra-territorial da lei de segurança chinesa

É a primeira vez que as autoridades invocam a competência extra-territorial da lei de segurança chinesa para perseguir militantes que não estão em Hong Kong.

Entre outras pessoas procuradas, figura o militante, Nathan Law, também conhecido e que fugiu recentemente para o Reino Unido, ou ainda Simon Cheng, um antigo membro do consulado britânico que obteve asilo no Reino Unido depois de suspeições de que foi torturado na China.

O campo pró-democracia de Hong Kong, passou a ser atacado mais directamente por Pequim, depois da entrada em vigor da lei de segurança naquele território que já foi britânico.

A legislação é contra a subversão, a secessão, o terrorismo e a espionagem com forças estrangeiras, prevendo sanções que vão até à pena de morte.

Mas grupos de defesa das liberdades individuais dizem que é uma arma legal para silenciar os dissidentes e críticos ao regime comunista chinês.

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