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Revista de Imprensa

Explosão em Beirute devasta o porto da capital do Líbano

Áudio 04:05
Porto de Beirute capital do Líbano devastado por uma explosão
Porto de Beirute capital do Líbano devastado por uma explosão © Siegfried Forster / RFI
Por: João Matos
8 min

Abrimos com LE MONDE que titula, Beirute, devastada por uma terrível explosão. Ontem no fim do dia, uma violenta deflagração sacudiu o porto da capital libanesa, que ficou com uma parte devastada e criou pânico na população citadina.    

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Esta manhã, segundo a Cruz Vermelha libanesa o balanço era de pelo menos 100 mortos e mais de 4000 feridos.

O governo libanês disse que a explosão de 2750 toneladas de nitrato de amónio, conservadas sem medidas de precaução estaria na origem da catástrofe. Esta tragédia atinge um país extenuado e em plena decomposição, acrescenta, LE MONDE.

Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, o Rei, a vergonha. Uma referência ao Rei de Espanha, Juan Carlos, que escolheu o exílio para salvar a Monarquia espanhola, depois de revelações que o envolvem em escândalos financeiros. 

Juan Carlos está envolvido em vários escândalos financeiros, nomeadamente, despoletados em 2012, e envolvendo só com a Arábia saudita 100 milhões de euros que teria recebido dos sauditas, em negócios obscuros, nota L'HUMANITÉ. 

Mudando de assunto, por cá, LE FIGARO, titula, turismo em França, a boa surpresa de verão. Apesar de um recuo no sector por causa do coronavírus, o balanço da actividade turística apresenta-se melhor do que o previsto.

Os profissionais do sector reagem aliviados porque esperavam pelo pior. Mesmo se houve uma baixa dos turistas estrangeiros em relação ao ano passado, mas tal foi compensada pelos franceses que escolheram tirar férias no país não partindo para o estrangeiro, nota, LE FIGARO. 

Brigadas de covid, titula, LA CROIX. Depois do desconfinamento, os serviços de segurança social partiram à caça de putativos contaminados pelo coronavírus. 

Em Nanterre, nos arredores de Paris, uma equipa de telefonistas trabalha 7 dias por semana por turnos permanentes procurando encontrar pessoas susceptíveis de terem sido infectadas. Uma missão crucial, pois, na região de Grande Paris houve um aumento da circulação do vírus.

Há uma multiplicação de focos do vírus, mas ainda a prioridade continua a ser o porte de máscara que é obrigatório na via pública, sublinha, LA CROIX. 

Salas de cinema às moscas no verão por causa do coronavírus

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, salas de cinema às moscas no verão. Com as pessoas fechadas em casa em período de pandemia, o sector do cinema atravessa também a sua crise e teme uma catástrofe. O desconfinamento não beneficiou a sétima arte já que os espectadores com medo do coronavírus preferem ficar em casa e não ir ver um bom filme numa sala de cinema.

Quando se compara os números do ano passado neste mesmo mês de agosto, o choque é terrível, pois, em 2019, por estas alturas, houve um recorde de 213 milhões de pessoas que foram ao cinema, enquanto, agora, há uma baixa de 20% desse mesmo número, acrescenta, LIBÉRATION. 

Em relação ao continente africano, LA CROIX, destaca o jornalista Omar Radi, que é vítima de perseguição pelas autoridades do Marrocos. Uma perseguição que continua mesmo na prisão, pois, o jornalista está preso desde de julho, sem dizer que a lista cresceu porque há mais jornalistas perseguidos pelas autoridades marroquinas.

Em março, o jornalista Omar Radi já tinha sido condenado a 4 meses de prisão por ofensa a um magistrado. Agora, desde que regressou à cadeia em julho, o seu advogado só o pôde vê-lo ontem pela primeira vez e o jornalista corre o risco de ficar na prisão, pois o seu julgamento só está marcado para 22 de setembro, nota, LA CROIX. 

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