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Revista de Imprensa

França quer protagonismo na ajuda internacional ao Líbano

Áudio 04:04
França quer protagonismo na ajuda internacional ao Líbano
França quer protagonismo na ajuda internacional ao Líbano © Siegfried Forster / RFI
Por: João Matos
9 min

Abrimos com LE MONDE a titular, Israel/Emirados árabes, as razões de um acordo. Israel aceitou suspender a anexação duma parte dos territórios palestinianos ocupados o que é visto como uma traição pelos colonos. 

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Israel e Emirados árabes compromteram-se ontem a normalizar as suas relações diplomáticas sob os auspícios do presidente dos Estados Unidos. Para os países do Golfo este reconhecimento do Estado hebreu visa antes de tudo formar a frente mais sólida contra o seu inimigo comum que é o Irão. 

Em contrapartida, Israel aceitou suspender a anexação duma parte dos territórios palestinianos ocupados o que é visto como uma traição pelos colonos. Esta decisão histórica torna ainda mais improvável a resolução  do conflito palestiniano pois enterra o consenso árabe a propósito de Israel. 

Esquecida do acordo, a Autoridade palestinana  parece chocada e o Hamas denuncia uma punhalada nas costas. 

Ainda no internacional, o mesmo vespertino, destaca os Estados Unidos, Kamala Harris, relança os democratas e a eleição presidencial. A escolha da senadora negra de Califórnia, como candidata a vice-presidente, relançou a campanha do candidato democrata, Joe Biden, na véspera da convenção do partido de 17 a 20 de agosto que confirmará oficialmente a dupla como candidatos à eleição presidencial de novembro. 

Donald Trump multiplicou ataques contra Harris, cuja nomeação provocou entusiasmo dos democratas e dos seus doadores de fundos. O perfil centrista da candidata é visto como uma garantia no momento em que Joe Biden assume um projecto económico virado à esquerda. O campo de Trump, pelo contrário qualifica Kamala Harris de esquerdista colérica, recorrendo ao vocabulário utilizado em 2016 contra Hillary Clinton e que surtiu efeito, nota LE MONDE.

Macron quer  restaurar a influência da França no Líbano

Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, porque é que Macron aposta no Líbano. Desejoso de restaurar a influência da França no seu antigo protectorado, o Presidente da República espera também implicar os Estados Unidos e marginalizar o Irão. Uma aposta audaciosa e riscada.

Concretamente, o presidente francês quer reintegrar os americanos na região e os países do Golfo que financiam os partidos sunitas e tenta convencer a Arábia saudita, o Egipto e os Emirados árabes unidos, mas quer também ao seu lado os parceiros europeus e solicitou ainda a participação da Rússia como membro permanente do conselho de segurança da ONU, acrescenta, LE FIGARO.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Sarkozy, o sucesso do Verão.  O seu livro o Tempo das tempestades, é um autêntico sucesso nas livrarias e os seus fãs, fazem filas para terem uma dedicatória no livro. O antigo presidente  que diz estar afastado da política saboreia o seu sucesso antes de ser apanhado pela justiça por causa de suas ligações com escândalos financeiros.

Um dos seus eternos apoiantes como a sua antiga ministra, Morano, continua a sonhar com um regresso de Sarkozy à política, dizendo que ele foi o único presidente bem eleito, e porque gosta da política e do poder, por que não um regresso?, em declarações ao LIBÉRATION. 

LA CROIX, tiula, 15 de agosto, Lurdes, privada dos seus doentes. Por causa da covid-19, as pessoas com problemas de locomoção e doentes estão ausentes do santuário de Lurdes. A peregrinação nacional começou no dia 12,e devido a imperativos sanitários os deontes são os grandes ausentes. Mas os  organizadores dizem que os doentes não são esquecidos porque desde o começo do confinamento cerca de 2000 orações por dia são-lhes dedicados, um Pouco por todo o mundo, nota, LA CROIX. 

Enfim, L'HUMANITÉ, titula, pessoal médico auxiliar, esquecem-nos muito depressa. Esgotados pela primeira onda de Covid-19 os auxiliares dos curativos alertam para o seu estado de sofrimento, quando já desponta no horizonte uma nova onda da epidemia.

Na luta contra a epidemia os heróis estão cansados. Já passava por maus bocados antes da crise, esse pessoal auxiliar médico expoe-se actualmente a um risco de stress pós-traumático. Muitos temem não poder estar à altura de enfrentar a nova onda de Covid-19 que já espreita, nota, L'HUMANITÉ. 

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