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Revista de Imprensa

Golpe de estado no Mali que depos o Presidente Keita preocupa a França

Áudio 04:01
LGolpe de estado no Mali preocupa a França
LGolpe de estado no Mali preocupa a França Jacques DEMARTHON / AFP
Por: João Matos
8 min

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE que titula, um golpe de estado no Mali que preocupa a França. Os militares garantem querer implementar uma transição política civil depois da queda desse presidente fortemente contestado há vários meses

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O Presidente maliano Ibrahim Boubacar Keita, em funções desde 2013, foi derrrubado ontem por um golpe de estado, em Bamako. Preso ontem à tarde por militares, ele mesmo anunciou ontem à noite a sua demissão na Rádio e Televisão nacional. 

Os militares garantem querer implementar uma transição política civil depois da queda desse presidente fortemente contestado há vários meses. Por cá em França, Paris receia que esta crise não seja o começo de um período de vazio de poder naquele país seu parceiro na luta contra grupos jiadistas.

O porta-voz dos militares golpistas garantiu que respeitarão os compromissos internacionais tomados por Mali e ao mesmo tempo prometem eleições gerais. Para Paris, a prioridade absoluta é a luta contra os grupúsculos jiadistas na zona estratégica das três fronteiras que englobam o Mali, Burkina Faso e o Níger, acrescenta, LE MONDE.

O que é que o exército francês ainda faz no Sahel?, pergunta, por seu lado, LE FIGARO. Há 6 anos que  Barkhane é a maior operação exterior do exército francês. Mas que faz o exército francês numa zona tão longe? E esta operação pode ainda durar mais tempo? Para já a população está satisfeita com a queda do presidente Keita, nota, LE FIGARO, que, no entanto, tem como principal título: face ao covid-19 o uso de máscaras foi generalizado no país. 

O objectivo é evitar o regresso da epidemia. Sinais epidemiológicos não são visíveis mas o coronavírus continua a circular assim a generalização do uso de máscaras nos locais públicos. Durante muito tempo foi tema de controvérsia e estava indisponível. Mas o acessório tornou-se indispensável, acrescenta, LE FIGARO.

L'HUMANITÉ, titula crise económica, o escândalo da chantagem ao emprego. Os acordos de bom desempenho colectivo supostos garantir o emprego permitem sobretudo destruir os direitos dos trabalhadores. 

Os decretos de Macron são uma arma de destruíção de massa em tempo de crise. De modo nenhum esses acordos são penalizantes para as empresas mas são meios que permitem desempregar a baixo custo, nota, L'HUMANITÉ.  

Joe Biden reconcilia os democratas na Convenção do partido

Mudando de assunto, a nível internacional, LA CROIX, titula, Joe Biden reconcilia os democratas. Tirando lições do fracasso de Hillary Clinton, em 2016, o candidato às eleições presidenciais americanas trabalhou com a ala esquerda do Partido democrata para elaborar o seu programa. Para unir o partido Joe Biden teve que virar para a sua esquerda. O programa que será adoptado pela Convenção democrata incluiu muitas propostas de Bernie Sanders. Biden sabe que não basta ser anti-Trump para ganhar no dia 3 de novembro, nota, LA CROIX.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, recordemos um massacre. Três meses depois do ataque que matou 24 pessoas numa maternidade dos Médicos sem fronteiras, de Cabul, o jornal fez uma reportagem à capital afegã para retraçar o que aconteceu e as motivações de uma tal matança.   

Após várias semanas de reportagem, o jornal conseguiu identificar os prováveis assaltantes e determinar o que motivou o massacre.

Mesmo num país como Afeganistão, mesmo numa cidade como Cabul, onde os atentados  se tornaram uma norma, o ataque de 12 de maio é duma selvajaria que assusta. Nunca  uma maternidade tinha sido atacada e nunca homens dispararam para assassinar mulheres grávidas em vésperas de nascimento dos seus bebés que morreram antes de nascer, nota, LIBÉRATION. 

 

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