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Revista de Imprensa

Migração: Londres quer negociar até ao fim do ano um tratado bilateral com Paris

Áudio 04:02
 Migração: Londres quer negociar até ao fim do ano um tratado bilateral com Paris
Migração: Londres quer negociar até ao fim do ano um tratado bilateral com Paris © João Matos
Por: João Matos
9 min

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE, que titula, os migrantes tornam-se num dos desafios mais cruciais do Brexit. Brexit põe em causa a aplicação dos acordos europeus de Dublin que prevêem uma recondução à fronteira. 

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O número de migrantes é cada vez maior na travessia do canal da Mancha em embarcações rudimentares. Em Calais, homens, mulheres e crianças estão decididos a correr todos os riscos com destino ao Reino Unido. 

Brexit põe em causa a aplicação dos acordos europeus de Dublin que prevêem uma recondução à fronteira. Londres deseja negociar antes do fim do ano um tratado bilateral com Paris, nota, LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, os agricultores face aos desafios da transição ecológica. Confrontado com a pressão ecológica, o ministro da Agricultura, Julien Denormandie, defende numa entrevista ao jornal, uma transição pragmática. A agricultura francesa, como o resto da economia, estão confrontados com o desafio da transição ecológica.

Tendo em conta as exigências crescentes dos consumidores e de movimentos ecológicos cada vez mais virulentos, ela deve responder a duas exigências, menos pesticidas para o bem-estar do animal e menos cultura intensiva ou seja mais produtos biológicos e franceses, o que em termos globais significa sem produzir menos nem aumentar os preços. A transformação dos meios de produção do sector precisam de tempo e meios financeiros, sublinha, LE FIGARO. 

Por sua vez, LIBÉRATION, titula, atentados, Charlie Hebdo, lembro-me do silêncio. Esta primeira semana dedicada a audições do julgamento dos atentados de janeiro de 2015, serviu para ouvir depoimentos de sobreviventes dos atentados contra esse jornal e de famílias das vítimas que deixaram petrificada a sala de audiências. Michel Renaud, fundador de um festival de viagem, testemunha que nessa manhã pessoas das mais simpáticas do planeta foram assassinadas por dois terroristas e Charlie deixou de ser esse jornal intemporal de insubmissos, nota, LIBÉRATION.

Grupo armado islâmico radical ugandesa mata na RDC

A festa, mais do que nunca, titula, L'HUMANITÉ. Este-fim-de-semana ocorre a tradicional festa anual do jornal. Com o covid-19, as restrições sanitárias tão contrárias à partilha e ao encontro fraterno, a festa esteve para não ter lugar. Mas para o desespero daqueles que não gostam das ideias veiculadas por este jornal, a festa começou hoje e servirá para um sopro fresco de mudança nestes tempos de crise, nota, L'HUMANITÉ.

Por seu lado, LA CROIX, titula, organizar-se no tempo. Os hospitais mobilizaram-se para se ocuparem dos doentes do coronavírus, sem pôr de lado outros cuidados médicos.  No momento em que a França conhece um novo pico de contaminações, com uma série de indicadores epidémicos orientados para o recrudescimento, o sistema hospitalar prepara-se para receber novos pacientes do Covid-19.

Convém dizer que os últimos sinais enviados pelas autoridades não dão nenhuma garantia. No final de um conselho de defesa, o Presidente, Macron, prometeu anúncios para dar visibilidade nas próximas semanas a um eventual regresso da epidemia. O conselho científico, do seu lado, perspectiva decisões difíceis de tomar quando o número de novas entradas no serviços hospitalares de reanimação continua a aumentar, se tomarmos em conta o número de 372 registos nos últimos 7 dias, quando foi de 200 para a última semana de agosto.

Paradoxalmente, houve uma melhoria na recepção dos pacientes, pondo fim à intubação quase sistemática para os casos graves revisitando infecções, complicações e penúrias. Sem contar com a imobilização de doentes automaticamente mergulhados em estado de coma. "Fazemos o nosso melhor face a uma doença desconhecida, mas no começo, a intubação agravou sem dúvida a situação de certos pacientes", reconhece, Stéphane Gayet, infectologista no centro universário de Estrasburgo, nota, LA CROIX.

Enfim, em relação à África, LE MONDE, dá relevo à RDC, em Ituri a paz tarda a chegar. 2 ataques atribuídos a um grupo com ligações ao estado islâmico fizeram na terça e quinta feiras, 58 mortos. As autoridades provinciais atribuíram os massacres às forças democráticas aliadas, um: grupo armado de obediência islâmica radical ugandesa que semeia o terror na região de Beni, na província vizinha do norte Kivu. O grupo que se associou à organização estado islâmico, em 23017, multiplica incursões na região.

Os habitantes de Ituri, vivem num clima de medo que os obriga a recordar as atrocidades de 1999-2003 que mataram dezenas de milhares de pessoas, sublinha, LE MONDE.

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