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França

Coletes amarelos de regresso às cidades de França reclamando mais justiça social e fiscal

Coletes amarelos de regresso às cidades de França reclamando mais justiça social e fiscal
Coletes amarelos de regresso às cidades de França reclamando mais justiça social e fiscal Alain JOCARD / AFP
Texto por: RFI
6 min

Após uma longa pausa, os coletes amarelos estão de volta às ruas de Paris nomeadamente na praça da Bolsa do trabalho, onde o humorista, Jean-Marie Bigard, foi apupado por centenas de manifestantes. Há igualmente manifestações, reclamando mais justiça social e fiscal, em várias cidades francesas.

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Cerca de 200 manifestantes concentraram-se na praça da Bolsa do trabalho em Paris ponto de partida para se juntar ao movimento dos coletes amarelos, que marcam assim o seu regresso após uma longa pausa.

Pouco depois das 10 horas o humorista, Jean-Marie Bigard, foi apupado pelos manifestantes que gritavam "Bigard colaborador". O humorista até agora defensor dos coletes amarelos, declarou que se afastava do movimento, por discordar com um dos seus líderes, Jérôme Rodrigues, que comparou os polícias a "um bando de nazistas".

Apupado, insultado, o humorista, Jean-Marie Bigard, encontrou refúgio num restaurante da praça da Bolsa do trabalho, explicando que houve uma "má interpretação". "Durante um momento, as pessoas pensaram que eu as abandonava, mas é falso", explicou à imprensa.

Uma centena de outras pessoas estava concentrada a oeste de Paris, na praça Wagram, para uma segunda manifestação. "O movimento está morto, mas estamos aqui porque não temos nada a perder", confiava Michael, colete amarelo de 43 anos.

Importante aparato policial nos Campos Elísios em Paris

Há já uns meses que o movimento perdeu a sua força, mas não morrerá", replicou, Stéphane, de 48 anos. "Com o aumento dos despedimentos, haverá um despertar do movimento", sublinhou o colete amarelo.

Nascido a 17 de novembro de 2018, o movimento dos coletes amarelos, que reclama uma maior justiça social e fiscal está à procura de um segundo fôlego, depois de um ano em que agitou a França, entre ocupações de rotundas nas estradas do país com manifestações violentas.

Nos Campos Elísios, onde duas manifestações foram proíbidas pela polícia de Paris, um importante aparato policial marcou presença para impedir qualquer tentativa de manifestação de coletes amarelos.

"Não haverá destruições e caos nos Campos Elísios", preveniu o chefe da Polícia, Didier Lallement. 

De fonte policial, 4.000 a 5.000 manifestantes eram esperados em Paris, dos quais 1.000 pessoas potencialmente violentas.

Outras manifestações dos coletes amarelos ocorrem um pouco por toda a França, nomeadamente, nas cidades de Marselha, Lyon, Lille, Nantes, Nice, Bordéus ou Estrasburgo.

Em Toulouse no sudoeste do país, um dos bastiões dos coletes amarelos a polícia proíbiu manifestações devido a altas taxas de propagação de Covid-19.

Coletes amarelos de regresso às ruas de várias cidades francesas

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