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Revista de Imprensa

Macron rejeita mudar estratégia de luta ao coronavírus como pede conselho científico

Áudio 04:20
Macron rejeitou com veemência a proposta do seu ministro da Saúde para adoptar novas medidas restritvas contra coronavírus
Macron rejeitou com veemência a proposta do seu ministro da Saúde para adoptar novas medidas restritvas contra coronavírus © Siegfried Forster / RFI
Por: João Matos
9 min

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE a titular, Covid-19, porque é que Macron mudou de estratégia. Macron rejeitou com veemência a proposta do seu ministra da Saúde que preconizava fechar bares e restaurantes em Marselha e Bordéus.

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O conselho de defesa sanitária que se reuniu na sexta-feira, 11 de setembro, à porta fechada marcou uma mudança de importância na gestão da epidemia. Face ao recrudescimento da doença, o Presidente Macron, recusou adoptar novas medidas de constrangimento como exigiu o conselho científico.

Macron rejeitou com veemência a proposta do seu ministra da Saúde que preconizava fechar bares e restaurantes em Marselha e Bordéus. O Eliseu está agora apostado na ideia de viver com o vírus e o Palácio do governo, defende decisões locais mais do que um confinamento geral. O executivo receia eventuais reacções hostis da população face a novas medidas restritivas às liberdades, nota, LE MONDE. 

Rede 5G será mesmo lançado até ao fim do ano em França

LIBÉRATION, titula, universidades, um novo ano em desenrascanço à francesa. Anfiteatros a rebentar pelas costuras depois de um 12° ano excepcional, estágios anulados, ensino à distância, programa Erasmus, em stand by, a pandemia mudou profundamente o ensino superior,deixando os estudantes desamparados, nota, LIBÉRATION.  

Por seu lado, LE FIGARO, titula, Macron lança o 5G apesar da oposição dos ecologistas. Um novo relatório sobre esta tecnologia afasta a existência de perigo par a a saúde. O chefe de Estado ironizou sobre os opositores ao 5G, nomeadamente, os verdes. O telemóvel 5G será mesmo lançado até ao fim do ano em França, apesar do apelo a uma moratória lançado pelos eleitos ecologistas nas grandes cidades francesas.

É o que decidiu Macron ironizando sobre os refractários  a qualquer tecnologia, como 5G que permitirá aumentar as capacidades de transmissão das comunidações, logo a potência da Net. Os verdes, uma parte da esquerda e os activistas radicais  continuam a ser visceralmente contra o 5G, nota, LE FIGARO.

Também, L'HUMANITÉ, titula, sobre rede 5G, porque é que Macron, adopta a postura autoritária. Esta postura caricatural do Presidente zombando daqueles que exigem uma moratória sobre esta tecnologia não tem nada de uma derrapagem. Macron, está numa operação de sensibilização da direita, que roça a mentira, nota, L'HUMANITÉ.   

Mudando de assunto, LA CROIX, titula, China-Vaticano, a história continua. Concluído em 2018, o acordo entre a China e Santa Sé, foi renovado por mais dois anos e nos mesmos termos. Consciente das críticas que lhe serão feitas, o Vaticano, afirma que mesmo que o texto seja imperfeito, permitiu pacificar a questão espinhosa da nomeação de bispos. Na China a situação dos cristãos permanece muito varável e não isenta de dificuldades com o regime, acrescenta, LA CROIX.  

Em relação à África, LE MONDE destaca, Argélia, onde o jornalista argelino Khaled Drareni. A condenação do correspondente da TV5 Mundo que cobriu as manifestações do Hirak, traduz a degradação das liberdades na Argélia. Julgado por incitação à revolta não armada e ameaça à integridade do território nacional ele tinha sido condenado a três anos de cadeia, por um tribunal de primeira instância a 10 de agosto.

O estado de saúde do jornalista que apreceu combativo no julgamento do recurso interposto no dia 8 de semtembro preocupa os seus familiares. Ele está preso em condições que desconhecemos. A família nunca foi autorizada a visitas e só teve direito a 4 chamadas telefónicas nos dois primeiros meses da sua prisão, declarou, ao jornal LE MONDE, o irmão do jornalista Khaled Drareni.

Enfim, LE FIGARO, destaca Mali, a junta militar desvenda a sua carta de transição. Fruto de um compromisso com os partidos e a sociedade civilo, o documento prevê nomear um Presidente civil para um período de 18 meses. São jovens oficiais militares desconhecidos  nos palácios, liderados pelo coronel Assimi Goita, que derrubaram a 18 de agosto o Presidente Ibrahim Boubacar Keita. Goita está hoje em Gana para defender a carta que os militares e parceiros elaboraram junto dos chefes de estado da CEDEAO.

A CEDEAO não escondeu o seu descontentamento perante o golpe e manteve sanções económicas contra Mali. O líder dos golpistas disse estar em Acra para falar calmamente com os dirigentes da CEDEAO e que não tem intenções de arranjar problemas com a CEDEAO, sublinha, LE FIGARO. 

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