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Revista de Imprensa

Acabou consenso político sobre Covid em França com o governo a ser criticado

Áudio 04:19
Acabou consenso político sobre Covid em França com o governo a ser criticado
Acabou consenso político sobre Covid em França com o governo a ser criticado © João Matos
Por: João Matos
9 min

Abrimos com LE MONDE a titular Covid-19, o fim do consenso político. "Se não reagirmos poderemos nos encontrar numa situação idêntica àquela da primavera, o que quer dizer novo reconfinamento, preveniu o primeiro ministro", Jean Castex.  

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O encerramento dos bares e restaurantes em Marselha e Guadelupe provocam um clamor de protestos no seio dos deputados. Os últimos números são alarmantes, com 16 000 novos casos positivos de Covid nas últimas 24 horas e cerca de 1000 novos pacientes admitidos nos serviços de reanimação. 

"Se não reagirmos poderemos nos encontrar numa situação idêntica àquela da primavera, o que quer dizer novo reconfinamento, preveniu o primeiro ministro", Jean Castex. 

Segundo ainda LE MONDE, as reservas estratégicas de medicamentos estavam no seu nível mais baixo, nas vésperas da epidemia do coronavírus. 

Por seu lado, LA CROIX, titula, nossas vidas expostas à protecção forçada. A limitação das interacções na esfera pública, mas também na esfera privada, é privilegiada pelo governo para lutar contra a crise sanitária. Caminhamos para uma vida sem confinamento e sem desconfinamento. Sem reconfinar globalmente e localmente, medida após medida, o governo convida  todos a restringir suas interacções sociais, acrescenta, LA CROIX.

Medidas anti-Covid, a nódoa vermelha que chateia, tiula, LIBERATION. As novas restrições anunciadas pelo governo para lutar contra o coronavírus suscitaram a cólera de numerosas colectividades locais, nomeadamente, em Marselha, onde se denuncia uma afronta. Também em Paris ou Nice, os presidentes das câmaras municipais denunciam a ausência de diálogo após um verão onde a regra era a concertação, sublinha, LIBERATION.

Covid 19: as novas restrições suscitam polémica, titula, LE FIGARO. O executivo deve enfrentar a ira de eleitos locais e a incompreensão do mundo da restauração. As restrições anunciadas na quarta-feira à noite, pelo ministro da Saúde, Oliver Véran, levantaram uma onda de incompreensão particularmente em Marselha.  

Os eleitos locais sentiram-se desprezados por uma ausência de concertação que julgam ainda mais surpreendente tendo em conta que o primeiro ministro, Jean Castex, não parou de insistir sobre a  importância dos laços com os territórios e a concertação. 

O ministro da Saúde, justificou o o seu método perante o Senado dizendo que "concertar não não quer dizer forçosamente estar de acordo; a um dado momento o princípio da responsabilidade deve ter primazia". 

Mas segundo ainda LE FIGARO, desde o fim do confinamento a estratégia do governo é ilisível. Durante todo o verão o vírus circulou de maneira activa nos jovens sem consequência sanitárias graves. Agora depois das grandes férias, as faixas etárias mais vulneráveis são afectadas por sua vez agravando a situação e provocando um maior fluxo de entradas nos hospitais. 

Por seu lado, L'HUMANITE, titula, livre, encimando a foto de Juliette Gréco, morta na quarta-feira. Ela colocou a poesia ao nosso alcance. Morreu, mas ficou as suas canções para a gente amar e viver. Adeus, obriga, Juliette Gréco, sublinha, L'HUMANITE.

Trump exclui uma transição pacífica se perder as eleições porque democratas preparam fraudes.

Mudando de assunto, no internacional, o mesmo FIGARO, dá relevo aos Estados Unidos e Trump que exclui uma transição pacífica caso perca as eleições presidenciais. O presidente cessante deixa entender que o voto por correspondência poderá gerar fraudes em grande quantidade que beneficiarão o candidato democrata. A fraude que os democratas preparam vai acabar no Supremo Tribunal, pelo que é muito importante que tenhamos 9 juízes, acrescentou o Presidente Trump, que deve anunciar no sábado o nome do juiz que sucederá Ruth Ginsburg, morta na passada sexta-feira, acrescenta, LE FIGARO. 

Para LIBERATION, durante dois dias em Washington, numerosos admiradores prestaram uma última homenagem a essa ícone progressista, que Trump quer substituir por uma juíza conservadora, atiçando preocupações.

Em relação ao continente africano, LA CROIX, destaca Mali que tem um presidente de transição. Designado segunda-feira pela junta para assegurar a presidência de transição, o coronel major, Bah N’Daw prestava juramento esta sexta-feira em Bamaco. A CEDEAO, parece estar pronta para levantar as suas sanções após a cerimónia tendo em conta que Bah N’Daw é um militar na reforma, logo, um civil como era exigido.

Estamos perante o começo da crise maliana. Uma etapa importante é dada com a tomada de posse desta alta patente na reforma escolhida para presidir o período de transição suposta levar os civis ao poder, considera, LA CROIX. 

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