França

Banco francês BNP Parisbas na teia de aranha de financiamento de crimes no Sudão

Banco francês BNP Parisbas na teia de aranha de financiamento de crimes no Sudão
Banco francês BNP Parisbas na teia de aranha de financiamento de crimes no Sudão (Carte : C. Wissing / RFI)

Depois do seu envolvimento no financimanento do genocídio ruandês, o banco francês, BNP Parisbas, volta a surgir metido noutro genocídio, o de Darfour, no Sudão. O banco que pagou multas no caso sudanês nos Estados Unidos, é ainda suspeito de ter transferido milhares de milhões de dólares ao regime do então presidente do Sudão, Omar el-Beshir, pelo que está a ser objecto de investigação judiciária.  

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O Banco francês BNP Parisbas que já estava a ser investigado sobre o seu presumível papel no genocídio no Ruanda, está de novo na berlinda com uma nova informação judiciária por cúmplice de crimes contra a humanidade no Sudão.

A informação judiciária foi aberta um mês após uma queixa crime da Federação internacional dos direitos humanos, a Liga dos direitos humanos e 9 sudaneses que fugiram o seu país após perseguição.

Trata-se assim duma segunda informação judiciária do polo de crimes contra a humanidade do Tribunal de Paris visando o banco francês, que desde 2017 é investigado por três juízes de instrução pelo seu papel por ocasião do genocídio no Ruanda, no seguimento de várias queixas de ONG's que o acusam de ter financiado em 1994 uma compra de armas em benefício da milícia hutu.

BNP Parisbas poderá ser responsabilizado penalmente

"Isto é uma boa notícia para as vítimas e um passo suplementar para uma investigação penal sobre a responsabilidade do banco BNP Paribas que serviu de banco central de facto às autoridades sudanesas no momento mais alto do genocídio em Darfour, então sob embargo", saudou na sua conta Twitter, a Federação internacional dos direitos humanos. 

Em 2014, BNP Paribas reconheceu a sua culpabilidade nos Estados Unidos de violação dos embargos americanos contra o Sudão, Cuba e o Irão, tendo pago uma multa de 8,9 mil milhões de dólares.

O banco reconheceu ter dado acesso ao governo sudanês a milhares de milhões de dólares, que serviram ao regime Omar el-Bashir para financiar ataques e roubos em Darfour. 

Contactado pela agência de notícias AFP, o banco BNP Paribas reagiu declarando não dispor "de nenhuma informação sobre o processo em curso não podendo pois comentar o assunto".

Banco BNP Paribas visado por um inquérito sobre o Sudão

 

 

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