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PM libanês designado para formar um governo de missão demitiu-se por falta de consensos

PM libanês, Moustapha Abid, demitiu-se por falta de consensos na formação de um governo de missão
PM libanês, Moustapha Abid, demitiu-se por falta de consensos na formação de um governo de missão REUTERS/Mohamed Azakir
Texto por: RFI
5 min

O primeiro ministro libanês designado anunciou hoje a sua demissão alegando não haver consenso para formar um novo governo destinado a salvar o país de uma das piores crises económicas da sua história dois meses depois da dupla explosão no porto de Beirute. 

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"As minhas sinceras desculpas por não poder continuar a tarefa de formar o governo", declarou, Moustapha Adib, durante um encontro com jornalistas no palácio presidencial, apresentando igualmente as suas desculpas aos libaneses pela sua "incapacidade" em realizar as suas aspirações a um governo reformista. 

Os partidos políticos libaneses tinham-se comprometido no começo de setembro por ocasião duma visita a Beirute do presidente francês, Macron, formar um governo de "missão" composto por ministros competentes e independentes num prazo de duas semanas para tirar o país do marasmo económico.

O governo libanês demitiu-se no seguimento da dupla explosão devastadora do porto de Beirute a 4 de agosto que fez 190 mortos e mais de 6.500 feridos, destruindo igualmente metade dos bairros da capital.

Nomeado a 31 de agosto, Adib estava sob pressão para formar um governo o mais rapidamente possível de forma a lançar as reformas reclamadas pela comunidade internacional que devia desbloquear milhares de dólares de ajuda.

Formações xiitas, Hizbolá e Amal inviabilizam governo libanês

Os seus esforços foram no entanto deitados por terra por um sistema de partilha comunitária do poder, em vigor desde a independência, e mais concretamente, pelas reivindicações de duas formações xiitas, o Hizbolá, peso pesado da política libanesa e o seu aliado Amal, dirigido pelo chefe do Parlamento, Nabih Berri, que reclamavam a pasta do ministério das Finanças.

Segundo observadores a obstinação dos dois partidos xiitas está ligada com as recentes sanções americanas contra um ministro do partido Amal e duas empresas afiliadas ao Hizbolá.

Entretanto, o Presidente libanês, Michel Aoun, aceitou a demissão de Moustapha Adib e sublinhou que a iniciativa lançada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, tem o seu apoio e continua válida.

PM libanês designado para formar um governo de missão demitiu-se por falta de consensos

 

  

 

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