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Nagorno-Karabak

Nagorno-Karabakh: quarto dia de combates

Ao quarto dia de combates não há sinais de acalmia das tensões.
Ao quarto dia de combates não há sinais de acalmia das tensões. AP
Texto por: Cristiana Soares com AFP
2 min

Ao quarto dia de combates não há sinais de acalmia das tensões. Os dirigentes arménios e azeris continuam a recusar qualquer tipo de mediação.

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O Azerbaijão tenta recuperar o enclave separatista que perdeu durante a guerra de 1988-1994. Os arménios que vivem em Nagorno-Karabakh, apoiados por Erevan, reivindicam por seu lado uma série de vitórias e anunciam perdas do lado inimigo. Um conflito à porta da Europa que preocupa as capitais ocidentais e Moscovo.

Segundo uma declaração esta manhã do Ministério da Defesa da Arménia, as trocas de tiros continuam ao logo da linha de contacto. Erevan garante que dois drones foram abatidos durante a noite junto a Stepanakert, a principal cidade do enclave.

Por seu lado, o Azerbaijão informou de bombardeamentos esta manhã junto à localidade de Tartar, a uma dezena de quilómetros da linha de contacto. Citado pela agência russa Intefax, as autoridades azeris da Defesa afirmam que edifícios civis foram destruídos e avança com o registo de vítimas mortais.

Ontem à noite, o Conselho de Segurança da ONU pediu a cessação imediata das hostilidades e renovou o seu apoio aos mediadores americanos, russos e franceses.

Os membros do Conselho de Segurança “condenam veementemente o uso da força e lamentam a perda de vidas humanas civis” sublinhou o embaixador do Níger Abdou Abarry, presidente do Conselho de Segurança.

A França, nas palavras do Presidente Emmanuel Macron, está preocupada com as mensagens belicistas da Turquia. Mas Ancara diz-se determinada a apoiar o Azerbaijão para “recuperar as terras ocupadas”.

São os combates mais mortíferos desde 2016 nesta região chave, atravessada por oleoductos essenciais para o fornecimento dos mercados mundiais de petróleo e gaz.

 

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